Por: Gustavo Fagundes
Educação Superior Comentada | Cumprimentando os professores pelo dia 15 de outubro

Ano 1 • Nº 32 • De 8 a 14 de outubro de 2013 A Coluna do Gustavo desta semana cumprimenta os professores pelo dia 15 de outubro
<p><strong>CUMPRIMENTANDO OS PROFESSORES PELO DIA 15 DE OUTUBRO</strong></p>
<p>Não poderia deixar de apresentar meus sinceros cumprimentos a todos os professores pelo dia 15 de outubro, data que, em qualquer país sério e comprometido com educação de qualidade, seria de intenso júbilo.</p>
<p>Infelizmente, não é esta a nossa realidade...</p>
<p>A leitura dos noticiários recentes é pródiga em notícias que causam o justificado enlutamento de todos que, verdadeiramente, acreditam na educação de qualidade como melhor forma de promover inclusão social e desenvolvimento nacional.</p>
<p>O descaso e o desrespeito com que são tratados os principais responsáveis, ao lado das famílias, pela qualidade de nossas próximas gerações, trazem angústia e profunda incerteza quanto ao futuro da Nação.</p>
<p>E não venham dizer que este tratamento descabido é apanágio exclusivo da atuação dos gestores públicos.</p>
<p>No segmento privado, tem sido comum a dispensa de docentes que buscaram sua qualificação em programas de pós graduação<em> stricto sensu</em>, em nome de uma questionável “redução de despesas”.</p>
<p>Mas é no segmento público que este descaso fica mais evidente e preocupante, pois o péssimo tratamento dispensado aos professores atinge, justamente, a etapa mais importante da educação de nossas crianças e adolescentes, as fases da educação básica.</p>
<p>Comprometida a qualidade da educação básica, o que temos visto com o ENADE é, principalmente, o resultado da falta de investimento e, sobretudo, de gestão, na educação pública.</p>
<p>Em virtude disto, o MEC exige das instituições de educação superior a realização de atividades de nivelamento, impondo-lhes a obrigação de suprir uma lacuna deixada na formação dos alunos exatamente pela péssima qualidade da educação básica na rede pública.</p>
<p>Chega a parecer intencional, para colocar o ensino superior privado “na berlinda”, como se o segmento fosse o principal responsável pelo desempenho dos estudantes no referido exame.</p>
<p>Os mais antigos devem sentir saudades dos tempos em que os professores eram realmente respeitados e valorizados, como acontecia, por exemplo, durante a vigência da Constituição Federal de 1946, cujo artigo 203 previa que nenhum imposto poderia incidir, diretamente, sobre a remuneração dos professores, <em>verbis</em>:</p>
<p> </p>
<div style="padding-left: 50px;"><em> </em>
<p><em>“Art 203 - <strong>Nenhum imposto gravará diretamente</strong> os direitos de autor, nem <strong>a remuneração de professores</strong> e jornalistas.” </em>(grifamos).<em> </em></p>
</div>
<p> </p>
<p>Bons tempos aqueles, onde a relevância dos professores era reconhecida, inclusive, pelo legislador constitucional!</p>
<p>Infelizmente, a realidade atual é muito distinta, sendo os professores tratados como uma profissão menor que algumas outras, quando, na verdade, sua atuação é indispensável para a formação de qualquer profissional cuja formação exija conhecimentos teóricos e práticos sistematizados.</p>
<p>Evidentemente, se é verdadeira a premissa de que os políticos temem a ida da população às ruas para protestos legítimos, não é menos verdadeira a premissa de que governos autoritários temem, ainda mais, uma população verdadeiramente educada e consciente de seu papel na vida da Nação.</p>
<p>Isto, certamente, explica o descaso com que os professores, assim como a própria Educação, vem sendo tratados na última década.</p>
<p>Todavia, a ideia desta coluna era prestar uma homenagem, justíssima, aos professores, de modo que finalizo o texto apresentando meu profundo respeito e admiração aos verdadeiros educadores, que lutam incessantemente pela educação de qualidade, mesmo sabendo que estão remando em sentido contrário à atuação do Poder Público neste momento.</p>
<p>E, mais uma vez, pedindo uma licença poética, desta feita ao impagável Caco Antibes, hilário personagem do extinto humorístico Sai de Baixo, encerro, pedindo, encarecidamente:</p>
<p>Por favor, salvem a professorinha!</p>
<p>Qualquer crítica, dúvida ou correções, por favor, entre em contato com a <u><a href="mailto:gustavo@ilape.edu.br">Coluna do Gustavo</a></u>, que também está à disposição para sugestão de temas a serem tratados nas próximas edições.</p>
<p>Não poderia deixar de apresentar meus sinceros cumprimentos a todos os professores pelo dia 15 de outubro, data que, em qualquer país sério e comprometido com educação de qualidade, seria de intenso júbilo.</p>
<p>Infelizmente, não é esta a nossa realidade...</p>
<p>A leitura dos noticiários recentes é pródiga em notícias que causam o justificado enlutamento de todos que, verdadeiramente, acreditam na educação de qualidade como melhor forma de promover inclusão social e desenvolvimento nacional.</p>
<p>O descaso e o desrespeito com que são tratados os principais responsáveis, ao lado das famílias, pela qualidade de nossas próximas gerações, trazem angústia e profunda incerteza quanto ao futuro da Nação.</p>
<p>E não venham dizer que este tratamento descabido é apanágio exclusivo da atuação dos gestores públicos.</p>
<p>No segmento privado, tem sido comum a dispensa de docentes que buscaram sua qualificação em programas de pós graduação<em> stricto sensu</em>, em nome de uma questionável “redução de despesas”.</p>
<p>Mas é no segmento público que este descaso fica mais evidente e preocupante, pois o péssimo tratamento dispensado aos professores atinge, justamente, a etapa mais importante da educação de nossas crianças e adolescentes, as fases da educação básica.</p>
<p>Comprometida a qualidade da educação básica, o que temos visto com o ENADE é, principalmente, o resultado da falta de investimento e, sobretudo, de gestão, na educação pública.</p>
<p>Em virtude disto, o MEC exige das instituições de educação superior a realização de atividades de nivelamento, impondo-lhes a obrigação de suprir uma lacuna deixada na formação dos alunos exatamente pela péssima qualidade da educação básica na rede pública.</p>
<p>Chega a parecer intencional, para colocar o ensino superior privado “na berlinda”, como se o segmento fosse o principal responsável pelo desempenho dos estudantes no referido exame.</p>
<p>Os mais antigos devem sentir saudades dos tempos em que os professores eram realmente respeitados e valorizados, como acontecia, por exemplo, durante a vigência da Constituição Federal de 1946, cujo artigo 203 previa que nenhum imposto poderia incidir, diretamente, sobre a remuneração dos professores, <em>verbis</em>:</p>
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<div style="padding-left: 50px;"><em> </em>
<p><em>“Art 203 - <strong>Nenhum imposto gravará diretamente</strong> os direitos de autor, nem <strong>a remuneração de professores</strong> e jornalistas.” </em>(grifamos).<em> </em></p>
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<p>Bons tempos aqueles, onde a relevância dos professores era reconhecida, inclusive, pelo legislador constitucional!</p>
<p>Infelizmente, a realidade atual é muito distinta, sendo os professores tratados como uma profissão menor que algumas outras, quando, na verdade, sua atuação é indispensável para a formação de qualquer profissional cuja formação exija conhecimentos teóricos e práticos sistematizados.</p>
<p>Evidentemente, se é verdadeira a premissa de que os políticos temem a ida da população às ruas para protestos legítimos, não é menos verdadeira a premissa de que governos autoritários temem, ainda mais, uma população verdadeiramente educada e consciente de seu papel na vida da Nação.</p>
<p>Isto, certamente, explica o descaso com que os professores, assim como a própria Educação, vem sendo tratados na última década.</p>
<p>Todavia, a ideia desta coluna era prestar uma homenagem, justíssima, aos professores, de modo que finalizo o texto apresentando meu profundo respeito e admiração aos verdadeiros educadores, que lutam incessantemente pela educação de qualidade, mesmo sabendo que estão remando em sentido contrário à atuação do Poder Público neste momento.</p>
<p>E, mais uma vez, pedindo uma licença poética, desta feita ao impagável Caco Antibes, hilário personagem do extinto humorístico Sai de Baixo, encerro, pedindo, encarecidamente:</p>
<p>Por favor, salvem a professorinha!</p>
<p>Qualquer crítica, dúvida ou correções, por favor, entre em contato com a <u><a href="mailto:gustavo@ilape.edu.br">Coluna do Gustavo</a></u>, que também está à disposição para sugestão de temas a serem tratados nas próximas edições.</p>
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