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Por: ABMES

Educação Superior Comentada | As principais mudanças trazidas pelos instrumentos de avaliação de cursos de graduação relativamente ao corpo docente

Na edição desta semana, o consultor jurídico da ABMES, Gustavo Fagundes, analisa as principais mudanças trazidas pelos instrumentos de avaliação de cursos de graduação relativamente ao corpo docente. Segundo o especialista, a principal mudança verificada nos instrumentos de avaliação de cursos de graduação, notadamente para fins de autorização de cursos, foi a adoção de critérios avaliativos que objetivam assegurar o respeito à individualidade das instituições de educação superior

<p>Os instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, historicamente, traziam em seu bojo indicadores de qualidade relativos &agrave; composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente com crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o essencialmente objetivos.</p>

<p>Esses crit&eacute;rios, como reiteradas vezes apontado, n&atilde;o asseguravam o indispens&aacute;vel respeito &agrave; individualidade das institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior, porquanto n&atilde;o levavam em considera&ccedil;&atilde;o, na an&aacute;lise de tais indicadores, sobretudo aqueles relativos &agrave; titula&ccedil;&atilde;o e ao regime de trabalho de seus integrantes, as condi&ccedil;&otilde;es individuais de cada institui&ccedil;&atilde;o de ensino superior avaliada.</p>

<p>Tratava como institui&ccedil;&otilde;es id&ecirc;nticas, como muitas vezes registrado, as universidades, centros universit&aacute;rios e faculdades, aplicando a todas as formas de organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, os mesmos crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o de seus corpos docentes, ignorando, assim, as normas legais aplic&aacute;veis a cada uma das referidas categorias, avaliando-as como se estivessem obrigadas ao cumprimento do mesmo requisito legal.</p>

<p>Nesse contexto, acredito que a principal mudan&ccedil;a verificada nos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, notadamente para fins de autoriza&ccedil;&atilde;o de cursos, foi a ado&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios avaliativos que objetivam assegurar o respeito &agrave; individualidade das institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior.</p>

<p>Com efeito, conv&eacute;m registrar que, no instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o anteriormente aplic&aacute;vel, os indicadores relativos ao corpo docente (titula&ccedil;&atilde;o, regime de trabalho, experi&ecirc;ncia profissional, experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia b&aacute;sica e experi&ecirc;ncia de magist&eacute;rio superior), eram aferidos mediante a aplica&ccedil;&atilde;o de uma quantifica&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o, adotada para todos os cursos e para todos os modelos institucionais, sem qualquer tipo de flexibilidade que buscasse, minimamente, respeitar as suas individualidades e considerar a sua contextualiza&ccedil;&atilde;o local.</p>

<p>Essa sistem&aacute;tica, como diversas vezes registrado, n&atilde;o permitia a efetiva aplica&ccedil;&atilde;o de preceito fundamental do sistema nacional de avalia&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o superior, o SINAES, porquanto, repita-se, n&atilde;o traduzia o necess&aacute;rio respeito &agrave; identidade e diversidade das institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior, como previsto no inciso III do artigo 2&ordm; da <a href="https://abmes.org.br/legislacoes/detalhe/560/lei-n-10.861">Lei n&ordm; 10.861/2004</a>, nos seguintes termos:</p>

<p style="margin-left:2.0cm"><em>&ldquo;Art. 2&ordm; O SINAES, ao promover a avalia&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es, de cursos e de desempenho dos estudantes, dever&aacute; assegurar:</em></p>

<p style="margin-left:2.0cm"><em>.....</em></p>

<p style="margin-left:2.0cm"><em>III - o respeito &agrave; identidade e &agrave; diversidade de institui&ccedil;&otilde;es e de cursos;&rdquo;.</em></p>

<p>Com a ado&ccedil;&atilde;o dos novos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, contudo, esse princ&iacute;pio deve, enfim, passar ser respeitado, porquanto o corpo docente dos cursos doravante, dever&aacute; ser avaliado de acordo com crit&eacute;rios a serem estabelecidos, precipuamente, pela institui&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o superior e por seu pr&oacute;prio N&uacute;cleo Docente Estruturante &ndash; NDE.</p>

<p>Busca-se com isso, evidentemente, assegurar que, ao inv&eacute;s de ser uniformizado para atender a crit&eacute;rios padronizados e objetivos, o corpo docente dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o seja configurado a partir de sua adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; proposta pedag&oacute;gica da institui&ccedil;&atilde;o e do curso no qual ir&atilde;o atuar, a partir da coer&ecirc;ncia com o perfil do egresso, com as compet&ecirc;ncias e habilidades preconizadas para seus estudantes e com a proposta metodol&oacute;gica prevista no projeto pedag&oacute;gico, sem deixar de considerar, evidentemente, sua contextualiza&ccedil;&atilde;o e a realidade do mercado em que ocorre a oferta.</p>

<p>Essa percep&ccedil;&atilde;o fica absolutamente cristalina ao considerarmos os crit&eacute;rios de an&aacute;lise para avalia&ccedil;&atilde;o dos indicadores de qualidade relativos &agrave; composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente, as quais adiante transcrevo, com o crit&eacute;rio relativo &agrave; atribui&ccedil;&atilde;o de conceito 4 a cada um dos indicadores pertinentes.</p>

<p>Assim, passamos a apresentar os crit&eacute;rios de an&aacute;lise para os indicadores relativos &agrave; composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o nas avalia&ccedil;&otilde;es para fins de autoriza&ccedil;&atilde;o de funcionamento, sempre adotando como par&acirc;metro os crit&eacute;rios exigidos para obten&ccedil;&atilde;o de conceito 4:</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.4. Corpo docente: titula&ccedil;&atilde;o &ndash; o conceito 4 ser&aacute; atribu&iacute;do quando houver <em>&ldquo;relat&oacute;rio de estudo que, considerando o perfil do egresso constante no PPC, demonstra e justifica a rela&ccedil;&atilde;o entre a titula&ccedil;&atilde;o do corpo docente previsto e seu desempenho em sala de aula, de modo a caracterizar sua capacidade para analisar os conte&uacute;dos dos componentes curriculares, abordando a sua relev&acirc;ncia para a atua&ccedil;&atilde;o profissional e acad&ecirc;mica do discente, e fomentar o racioc&iacute;nio cr&iacute;tico com base em literatura atualizada, para al&eacute;m da bibliografia proposta, e proporcionar o acesso a conte&uacute;dos de pesquisa de ponta, relacionando-os aos objetivos das disciplinas e ao perfil do egresso&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.5. Regime de trabalho do corpo docente &ndash; o conceito 4 ser&aacute; atribu&iacute;do quando restar demonstrado que <em>&ldquo;o regime de trabalho do corpo docente previsto possibilita o atendimento integral da demanda, considerando a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; doc&ecirc;ncia, o atendimento aos discentes, a participa&ccedil;&atilde;o no colegiado, o planejamento did&aacute;tico e a prepara&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es de aprendizagem, havendo documenta&ccedil;&atilde;o descritiva sobre como as atribui&ccedil;&otilde;es individuais dos professores ser&atilde;o registradas, considerando a carga hor&aacute;ria total por atividade&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.6. Experi&ecirc;ncia profissional do corpo docente (exclu&iacute;da a experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia superior) &ndash; o conceito 4 ser&aacute; atribu&iacute;do quando restar demonstrada a exist&ecirc;ncia de <em>&ldquo;relat&oacute;rio de estudo que, considerando o perfil do egresso constante no PPC, demonstra e justifica a rela&ccedil;&atilde;o entre a experi&ecirc;ncia profissional do corpo docente previsto e seu desempenho em sala de aula, de modo a caracterizar sua capacidade para apresentar exemplos contextualizados com rela&ccedil;&atilde;o a problemas pr&aacute;ticos, de aplica&ccedil;&atilde;o da teoria ministrada em diferentes unidades curriculares em rela&ccedil;&atilde;o ao fazer profissional, manter-se atualizado com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; intera&ccedil;&atilde;o conte&uacute;do e pr&aacute;tica e promover compreens&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o da interdisciplinaridade no contexto laboral&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.7. Experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica (obrigat&oacute;rio para curso de licenciatura e CST da Rede Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Profissional, Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica) &ndash; o conceito 4 ser&aacute; atribu&iacute;do quando houver <em>&ldquo;relat&oacute;rio de estudo que, considerando o perfil do egresso constante no PPC, demonstra e justifica a rela&ccedil;&atilde;o entre a experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica do corpo docente previsto e seu desempenho em sala de aula, de modo a caracterizar sua capacidade para promover a&ccedil;&otilde;es que permitem identificar as dificuldades dos alunos, expor o conte&uacute;do em linguagem aderente &agrave;s caracter&iacute;sticas da turma, apresentar exemplos contextualizados com os conte&uacute;dos dos componentes curriculares e elaborar atividades espec&iacute;ficas para a promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem de alunos com dificuldades e avalia&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, formativas e somativas, utilizando os resultados para redefini&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica docente no per&iacute;odo&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">Indicador 2.8. Experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia superior &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando houver <em>&ldquo;relat&oacute;rio de estudo que, considerando o perfil do egresso constante no PPC, demonstra e justifica a rela&ccedil;&atilde;o entre a experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia superior do corpo docente previsto e seu desempenho em sala de aula, de modo a caracterizar sua capacidade para promover a&ccedil;&otilde;es que permitem identificar as dificuldades dos alunos, expor os conte&uacute;dos em linguagem aderente &agrave;s caracter&iacute;sticas da turma, apresentar exemplos contextualizados com os conte&uacute;dos dos componentes curriculares e elaborar atividades espec&iacute;ficas para a promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem de alunos com dificuldades e avalia&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, formativas e somativas, utilizando os resultados para redefini&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica docente no per&iacute;odo&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.9. Experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando houver <em>&ldquo;relat&oacute;rio de estudo que, considerando o perfil do egresso constante no PPC, demonstra e justifica a rela&ccedil;&atilde;o entre a experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia do corpo docente previsto e seu desempenho, de modo a caracterizar sua capacidade para identificar as dificuldades dos alunos, expor o conte&uacute;do em linguagem aderente &agrave;s caracter&iacute;sticas da turma, apresentar exemplos contextualizados com os conte&uacute;dos dos componentes curriculares e elaborar atividades espec&iacute;ficas para a promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem de alunos com dificuldades e avalia&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, formativas e somativas, utilizando os resultados para redefini&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica docente no per&iacute;odo&rdquo;</em>.</p>

<p>Verifica-se, claramente, que a defini&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente passa a ser determinada pela necessidade de sua coer&ecirc;ncia e adequa&ccedil;&atilde;o &agrave; proposta pedag&oacute;gica do curso, devendo ser formatado para atender &agrave;s necessidades decorrentes do perfil do egresso e das m&uacute;ltiplas atividades docentes necess&aacute;rias ao seu atingimento, ao inv&eacute;s de ser determinada por crit&eacute;rios objetivos estipulados de maneira universal, divorciada da identidade das institui&ccedil;&otilde;es e das individualidades dos projetos pedag&oacute;gicos dos cursos avaliados e do contexto em que est&atilde;o inseridas.</p>

<p>Conv&eacute;m registrar, ainda, que, nos processos de reconhecimento e renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento, o corpo docente ser&aacute; avaliado a partir da efetiva execu&ccedil;&atilde;o das atividades que embasaram a realiza&ccedil;&atilde;o daqueles estudos que, no momento da autoriza&ccedil;&atilde;o, demonstraram a adequa&ccedil;&atilde;o de sua composi&ccedil;&atilde;o, a partir da an&aacute;lise da proposta pedag&oacute;gica do curso proposto, do perfil do egresso e das demais circunst&acirc;ncias acima transcritas.</p>

<p>Apenas para fins de registro, &eacute; conveniente explicitar, mantendo como par&acirc;metro o crit&eacute;rio de an&aacute;lise aplic&aacute;vel para obten&ccedil;&atilde;o do conceito 4, como est&atilde;o definidos os indicadores de qualidade relativos &agrave; composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente na avalia&ccedil;&atilde;o para reconhecimento e renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento:</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.5. Corpo docente: titula&ccedil;&atilde;o &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando restar demonstrado que o corpo docente <em>&ldquo;analisa os conte&uacute;dos dos componentes curriculares, abordando a sua relev&acirc;ncia para a atua&ccedil;&atilde;o profissional e acad&ecirc;mica do discente, fomenta o racioc&iacute;nio cr&iacute;tico com base em literatura atualizada, para al&eacute;m da bibliografia proposta, e proporciona o acesso a conte&uacute;dos de pesquisa de ponta, relacionando-os aos objetivos das disciplinas e ao perfil do egresso&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.6. Regime de trabalho do corpo docente &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando restar demonstrado que o regime de trabalho do corpo docente <em>&ldquo;permite o atendimento integral da demanda existente, considerando a dedica&ccedil;&atilde;o &agrave; doc&ecirc;ncia, o atendimento aos discentes, a participa&ccedil;&atilde;o no colegiado, o planejamento did&aacute;tico e a prepara&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es de aprendizagem, havendo documenta&ccedil;&atilde;o sobre as atividades dos professores em registros individuais da atividade docente&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.7. Experi&ecirc;ncia profissional do docente (exclu&iacute;da a experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia superior) &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando restar demonstrado que o corpo docente <em>&ldquo;possui experi&ecirc;ncia profissional no mundo do trabalho, que permite apresentar exemplos contextualizados com rela&ccedil;&atilde;o a problemas pr&aacute;ticos, de aplica&ccedil;&atilde;o da teoria ministrada em diferentes unidades curriculares em rela&ccedil;&atilde;o ao fazer profissional, atualizar-se com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; intera&ccedil;&atilde;o conte&uacute;do e pr&aacute;tica, e promover compreens&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o da interdisciplinaridade no contexto laboral&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.8. Experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica (obrigat&oacute;rio para curso de licenciatura e CST da Rede Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Profissional, Cient&iacute;fica e Tecnol&oacute;gica) &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando restar demonstrado que o corpo docente <em>&ldquo;possui experi&ecirc;ncia na doc&ecirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica para promover a&ccedil;&otilde;es que permitem identificar as dificuldades dos alunos, expor o conte&uacute;do em linguagem aderente &agrave;s caracter&iacute;sticas da turma, apresentar exemplos contextualizados com os conte&uacute;dos dos componentes curriculares, e elaborar atividades espec&iacute;ficas para a promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem de alunos com dificuldades e avalia&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, formativas e somativas, utilizando os resultados para redefini&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica docente no per&iacute;odo&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.9. Experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia superior &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando restar demonstrado que o corpo docente <em>&ldquo;possui experi&ecirc;ncia na doc&ecirc;ncia superior para promover a&ccedil;&otilde;es que permitem identificar as dificuldades dos discentes, expor o conte&uacute;do em linguagem aderente &agrave;s caracter&iacute;sticas da turma, apresentar exemplos contextualizados com os conte&uacute;dos dos componentes curriculares, e elaborar atividades especificas para a promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem de alunos com dificuldades e avalia&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, formativas e somativas, utilizando os resultados para redefini&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica docente no per&iacute;odo&rdquo;</em>.</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.10. Experi&ecirc;ncia no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia na educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando restar demonstrado que a experi&ecirc;ncia em educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia do corpo docente <em>&ldquo;permite identificar as dificuldades dos discentes, expor o conte&uacute;do em linguagem aderente &agrave;s caracter&iacute;sticas da turma, apresentar exemplos contextualizados com os conte&uacute;dos dos componentes curriculares, e elaborar atividades espec&iacute;ficas para a promo&ccedil;&atilde;o da aprendizagem de discentes, com dificuldades e avalia&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas, formativas e somativas, utilizando os resultados para redefini&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica docente no per&iacute;odo&rdquo;</em>.</p>

<p>A defini&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente, portanto, deve ser resultado, em primeiro lugar, da clara delimita&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica institucional para o ensino de gradua&ccedil;&atilde;o, a partir da qual ser&aacute; identificado um perfil geral para o corpo docente dos cursos ofertados pela institui&ccedil;&atilde;o, a partir do qual incumbir&aacute; ao N&uacute;cleo Docente Estruturante (NDE) de cada um de seus cursos, diante das peculiaridades de cada projeto pedag&oacute;gico, estabelecer, fundamentadamente, o perfil de seu corpo docente, relativamente aos indicadores de qualidade aplic&aacute;veis.</p>

<p>Entendo que, mesmo em tempos de crit&eacute;rios objetivos, esta seria a metodologia adequada para delimita&ccedil;&atilde;o do corpo docente dos cursos superiores, mas, considerando a impositividade do conte&uacute;do objetivo, num&eacute;rico e universal adotado pelos indicadores de qualidade antes adotados, n&atilde;o havia como, razoavelmente, exigir conduta diversa das institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior, sen&atilde;o buscar o cumprimento rob&oacute;tico das condi&ccedil;&otilde;es de oferta impostos sem o devido respeito &agrave;s suas individualidades.</p>

<p>Nesta mesma esteira, a avalia&ccedil;&atilde;o do regime de trabalho do coordenador do curso, conquanto mantida a exig&ecirc;ncia de tempo integral (obten&ccedil;&atilde;o de conceitos 4 ou 5) ou de tempo parcial (obten&ccedil;&atilde;o de conceitos 2 ou 3), tem mais &ecirc;nfase na aprecia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do regime de trabalho e da carga hor&aacute;ria destinada ao exerc&iacute;cio do referido cargo, conforme consta, respectivamente, dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o para fins de autoriza&ccedil;&atilde;o e de reconhecimento/renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento:</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.3. Regime de trabalho do coordenador de curso &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando, al&eacute;m de previsto o regime de tempo integral, reste evidenciado que est&aacute; possibilitado <em>&ldquo;o atendimento da demanda, considerando a gest&atilde;o do curso, a rela&ccedil;&atilde;o com os docentes, discentes, tutores e equipe multidisciplinar (quando for o caso) e a representatividade nos colegiados superiores&rdquo;</em>, demonstrado a partir da <em>&ldquo;elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de a&ccedil;&atilde;o documentado e compartilhado, que preveja indicadores do desempenho da coordena&ccedil;&atilde;o a serem disponibilizados publicamente&rdquo;</em>. (Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o &ndash; autoriza&ccedil;&atilde;o).</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.4. Regime de trabalho do coordenador de curso &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando, al&eacute;m de previsto o regime de tempo integral, reste evidenciado que seja <em>assegurado &ldquo;o atendimento&nbsp; da demanda existente, considerando a gest&atilde;o do curso, a rela&ccedil;&atilde;o com os docentes, discentes, tutores e equipe multidisciplinar (quando for o caso) e a representatividade nos colegiados superiores por meio de um plano de a&ccedil;&atilde;o documentado e compartilhado, com indicadores dispon&iacute;veis e p&uacute;blicos com rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho da coordena&ccedil;&atilde;o&rdquo;</em>. (Instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o &ndash; reconhecimento e renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento).</p>

<p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o para fins de reconhecimento e renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento, existe ainda indicador para aferi&ccedil;&atilde;o de sua atua&ccedil;&atilde;o, embora com reda&ccedil;&atilde;o bastante semelhante &agrave;quela adotada para o indicador que busca aferir a adequa&ccedil;&atilde;o de seu regime de trabalho:</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 2.3. Atua&ccedil;&atilde;o do coordenador de curso &ndash; ser&aacute; atribu&iacute;do conceito 4 quando restar demonstrado que a atua&ccedil;&atilde;o do coordenador <em>&ldquo;est&aacute; de acordo com o PPC, atende &agrave; demanda existente, considerando a gest&atilde;o do curso, a rela&ccedil;&atilde;o com os docentes e discentes, com tutores e equipe multidisciplinar (quando for o caso) e a representatividade nos colegiados superiores&rdquo;</em>, sendo pautada <em>&ldquo;em um plano de a&ccedil;&atilde;o documentado e compartilhado e disp&otilde;e de indicadores de desempenho da coordena&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis e p&uacute;blicos&rdquo;</em>.</p>

<p>No caso da avalia&ccedil;&atilde;o para fins de reconhecimento e renova&ccedil;&atilde;o de reconhecimento, portanto, o objetivo &eacute; aferir n&atilde;o apenas a qualidade da atua&ccedil;&atilde;o do coordenador (indicador 2.3), mas a garantia de que disponha de carga hor&aacute;ria destinada ao exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o que permita, efetivamente, o desempenho de suas atribui&ccedil;&otilde;es (indicador 2.4).</p>

<p>Podemos verificar, portanto, que a preocupa&ccedil;&atilde;o com a mera an&aacute;lise formal, seja da composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente em todos seus aspectos, seja do regime de trabalho do coordenador de curso e de sua atua&ccedil;&atilde;o, finalmente d&aacute; lugar &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o desses aspectos &agrave;s atividades a serem desenvolvidas, em atendimento &agrave;s premissas pedag&oacute;gicas constantes do PDI da institui&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o superior e do PPC do curso.</p>

<p>Evidentemente, a necessidade de atendimento a crit&eacute;rios objetivos aplicados indistintamente a todas as categorias de organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica n&atilde;o est&aacute; de todo afastada, porquanto ainda presente em alguns procedimentos avaliativos.</p>

<p>Com efeito, os c&aacute;lculos dos indicadores de qualidade decorrentes do ENADE, pelo menos at&eacute; o presente momento, consideram, de forma id&ecirc;ntica para todas as institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior, o quantitativo de mestres e doutores, desprezando, como de praxe, o respeito &agrave; identidade e diversidade exigido pela Lei do SINAES.</p>

<p>Da mesma forma, o instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o institucional aplic&aacute;vel nos processos de recredenciamento e transforma&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, passou a exigir, tamb&eacute;m de forma universal, a composi&ccedil;&atilde;o do corpo docente, no que pertine &agrave; titula&ccedil;&atilde;o, a aplica&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rio de qualidade &uacute;nico de an&aacute;lise, desprezando a tipologia das institui&ccedil;&otilde;es avaliadas, como consta de seu indicador de qualidade 4.1:</p>

<p style="margin-left:35.4pt">- Indicador 4.1. Titula&ccedil;&atilde;o do corpo docente &ndash; para obten&ccedil;&atilde;o de conceito 4, ser&aacute; exigido que o corpo docente da institui&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o superior seja composto por, pelo menos, 60% de mestres e doutores.</p>

<p>Podemos verificar, portanto, que n&atilde;o obstante os significativos avan&ccedil;os na avalia&ccedil;&atilde;o do corpo docente e do coordenador dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, com a ado&ccedil;&atilde;o de indicadores de qualidade que buscam assegurar o respeito &agrave; identidade e diversidade das institui&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o superior, a partir da exig&ecirc;ncia de demonstra&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o do corpo docente, do regime de trabalho do coordenador e de sua atua&ccedil;&atilde;o &agrave;s exig&ecirc;ncias efetivas das atividades desempenhadas, em conformidade com o PDI e o PPC, ainda estamos, como acima demonstrado, &agrave; necessidade de atendimento a crit&eacute;rios objetivos, estabelecidos em desatendimento ao disposto no inciso III do artigo 2&ordm; da Lei n&ordm; 10.861/2004.</p>

<p>&bull;</p>

<p>Qualquer cr&iacute;tica, d&uacute;vida ou corre&ccedil;&otilde;es, por favor, entre em contato com a&nbsp;<a href="mailto:gustavo@ilape.edu.br" style="box-sizing: border-box; background-color: transparent; color: rgb(0, 150, 65); text-decoration-line: none;">Coluna Educa&ccedil;&atilde;o Superior Comentada, por Gustavo Fagundes</a>, que tamb&eacute;m est&aacute; &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o para sugest&atilde;o de temas a serem tratados nas pr&oacute;ximas edi&ccedil;&otilde;es.</p>

<p>A ABMES tamb&eacute;m oferece atendimento presencial nas &aacute;reas jur&iacute;dica e acad&ecirc;mica. Para agendar um hor&aacute;rio, envie e-mail para&nbsp;<a href="mailto:faleconosco@abmes.org.br" style="box-sizing: border-box; background-color: transparent; color: rgb(0, 150, 65); text-decoration-line: none;">faleconosco@abmes.org.br</a>.</p>

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