Confira a biografia deste que foi considerado o brasileiro do século (Revista Isto É) e conquistou prêmios importantes como o Vautrin Lud, correspondente ao “Prêmio Nobel” da Geografia.  
  Candidatam-se ao Prêmio, mantenedores, professores, pesquisadores, empresários e políticos com atuação reconhecida na área educacional.
Os candidatos ao Prêmio serão indicados pelas mantenedoras associadas, por solicitação da Diretoria da ABMES.
 
 
 
 
 

MILTON SANTOS RECEBE O TÍTULO DE PROFESSOR HONORIS CAUSA NA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA (UnB)

Em 11 de novembro de 1999, Milton Santos recebeu da Universidade de Brasília o título de Professor Honoris Causa.

Naquela oportunidade, foi saudado por Aldo Paviani, Professor Titular em Geografia Humana (Urbana) e Pesquisador Associado do Departamento de Geografia e do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares do Núcleo de Estudos Urbanos (Ceam/Neur/UnB).

Abaixo a transcrição, na íntegra, da saudação do Professor Aldo Paviani.

Magnífico Reitor, Prof. Lauro Morhy;
Membros do Conselho Universitário;
Decanos, Diretores de Unidades;
Chefes de Departamento, professores e estudantes. Co-autores da Coleção Brasília da Editora Universidade Brasília.

Digníssimo homenageado, Professor Doutor Milton Santos. Com muita honra o saúdo, bem como à sua esposa, a geógrafa Marie Hélène dos Santos.

Engalana-se a Universidade de Brasília para homenagear um grande geógrafo brasileiro, de cepa baiana, o Professor Doutor Milton Santos. Teremos pouco tempo para traçar um perfil deste grande mestre. Farei uma tentativa, mas reconheço minhas limitações vis-a-vis ao insigne intelectual que a UnB homenageia com seu mais elevado título acadêmico, o de Professor Honoris Causa, concedido com parcimônia ao longo de suas quase quatro décadas de existência.

O Professor Milton Santos é Professor Titular, aposentado, da Universidade de São Paulo (USP), Doutor em Geografia pela Universidade de Strasbourg, autor de quase três centenas de artigos e livros. No âmbito acadêmico, a produção teórica e metodológica de Milton Santos vem recebendo inumeráveis manifestações de reconhecimento, às quais a UnB muito apropriadamente se associa.

Segundo Umberto Eco, em O Nome da Rosa, no século XIV, nominavam-se as pessoas pela sua origem ou pelo lugar de procedência. Os personagens de Umberto Eco foram batizados de Guilherme de Baskerville, Rabán de Toledo, Adelmo de Otranto, Adso de Melk e tantos outros. Se fôssemos continuar com esse uso teríamos, entre nós, Milton de Brotas de Macaúbas.

Nascido em Brotas de Macaúbas, na baiana Chapada Diamantina, se mantido o costume da Idade Média, teria um nome a justificar seu grande pendor para a Ciência Geográfica e também para a História, Economia e Filosofia. Não tendo sido batizado como Milton de Brotas de Macaúbas, pois migrou ainda criança para outras cidades como Ubaituba, Alcobaça e, posteriormente, Salvador. Em Alcobaça, com seus pais e com seus avós maternos (todos professores primários), aprendeu as primeiras letras e o gosto pela álgebra, pelo francês e algo que não se ensina mais: as boas maneiras. Sendo “forte em matemática”, já aos 13 anos, dava aulas no ginásio em que estudava, o Instituto Baiano de Ensino, um atestado de sua inclinação precoce para o magistério. Aos 15 anos, passou a lecionar Geografia e, aos 18, prestou vestibular para Direito em Salvador. Ressalte-se que, enquanto estudante secundário e universitário marcou presença com militância política de esquerda. Formado em Direito, não deixou de se interessar pela Geografia, tanto que fez concurso para professor catedrático no Colégio Municipal de Ilhéus. Nesta cidade, além do magistério desenvolveu atividade jornalística, estreitando sua amizade com políticos de esquerda. Nesta época, escreveu o livro Zona do Cacau, posteriormente incluído na Coleção Brasiliana, já com influência da Escola Regional francesa. Em 1958, concluiu seu doutorado na Universidade de Strasbourg. Ao regressar ao Brasil, criou e animou o Laboratório de Geomorfologia e Estudos Regionais, mantendo intercâmbio com os mestres franceses. Após seu doutorado, teve presença marcante na vida acadêmica, em atividades jornalísticas e políticas de Salvador. Em 1960, o presidente Jânio Quadros o nomeia para a subchefia do Gabinete Civil, tendo viajado a Cuba com a comitiva presidencial (isto lhe valeu registro nos órgãos de segurança, com desdobramentos após o golpe militar de 1964).

A trajetória pós-1964 é muito espinhosa, difícil mesmo de resumir aqui, sem emoção. Em função de suas atividades políticas de esquerda, foi perseguido por seus adversários e pelos órgãos de repressão do regime militar. Logicamente, seus aliados e importantes políticos intervieram junto às autoridades militares para negociar sua saída do País, após aprisionamento por meio ano seguido de prisão domiciliar. Pensou o Professor Milton que sairia do País por 6 meses. Acabou ficando 13 anos!! Estes anos todos não foram de “exílio dourado” em Paris; ao contrário, foram anos de périplo por diversos países. Sua dolorosa caminhada começa por Toulouse, passa por Bordeaux, por Paris, onde leciona na Sorbonne, sendo diretor de pesquisas de planejamento urbano e regional no prestigiado Iedes. Permanece em Paris de 1968 a 1971, quando segue para o Canadá. Trabalha na Universidade de Toronto. Vai para os Estados Unidos (EUA), com convite para ser pesquisador no afamado Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde trabalha com o famoso lingüista e militante político de esquerda, o Professor Noam Chomsky. No MIT trabalha em sua grande obra O Espaço Dividido. Dos EUA viaja para trabalhar na Venezuela, como diretor de pesquisa sobre planejamento da urbanização da Venezuela para um programa da Organização das Nações Unidas (ONU). Neste país manteve contato com técnicos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Estes contatos facilitaram sua contratação pela Faculdade de Engenharia de Lima, onde, também foi contratado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) para elaborar um trabalho sobre pobreza urbana na América Latina. Posteriormente, houve convite para lecionar no University College de Londres, mas ficou apenas na tentativa, já que impuseram dificuldades raciais no setor habitacional. Regressa a Paris, mas é chamado de volta à Venezuela, onde leciona na Faculdade de Economia da Universidade Central daquele país. Segue, posteriormente para a África (Tanzânia), onde organiza a pós-graduação em Geografia da Universidade de Dar-es-Salaam. Aí permanece por dois anos, quando recebe o primeiro convite de universidade brasileira, a Universidade de Campinas. Antes disso, regressa à Venezuela, passando antes pela Columbia University de Nova Iorque.

Em fins de 1976, houve contatos para contratação em universidade brasileira, mas não havia segurança na área política e o contato fracassou. Em 1977, tenta inscrever-se na Universidade da Bahia, mas, por artimanhas político-administrativas, sua inscrição foi cancelada. Ao regressar da Universidade de Colúmbia iria para a Nigéria, mas recusa o convite para aceitar um posto como Consultor de Planejamento do estado de São Paulo e na Emplasa. Ressalto, neste ponto, o quanto lhe custou esse peregrinar, mas sua volta representou um enorme esforço de muitos geógrafos, destacando-se Armen Mamigonian e Maria Adélia de Souza. Quanto ao seu regresso, demarco para a memória histórica dos jovens geógrafos, o grande papel desempenhado pelo Prof. Milton Santos nas mudanças estruturais do ensino e da pesquisa da Geografia no Brasil, como se verá adiante.

Os anos de exílio, seus contatos com inumeráveis profissionais em diversos países, e, sobretudo sua capacidade de elaborar teorias, a partir de variadíssima leitura, por diversos campos do saber, impulsionaram seu notável esforço de escrever, de compor sua monumental obra, de todos conhecida. Seu périplo tem resultado em contatos mantidos até hoje. Para comprovar este aspecto recomendamos a consulta de suas obras para anotar os autores citados, desconhecidos entre nós.

Em resumo: A ditadura lhe impôs dor, amargura e sofrimento, em função de suas idéias. Mas, seu exílio e sua caminhada no exterior mostram e dão destaque aos resultados positivos para a Geografia, embora se registre penoso regresso ao Brasil. Sua volta ao País, diga-se, ficou bem demarcado no Congresso Nacional da Associação Brasileira de Geógrafos (AGB) em Fortaleza, em 1978. Testemunhamos todo seu vigor no embate com os paladinos da geografia quantitativa. Realizou forte defesa de uma Geografia mais crítica, com abordagens da teoria marxista. Deste evento, no Ceará, se disseminaram as sementes da vigorosa mudança semeadas, inclusive, na Geografia da UnB que se adequou às novas abordagens teórico/metodológicas, mais críticas.

Desejando avançar nas mudanças, se tentou a contratação do Prof. Milton Santos pela UnB, mas apesar de ter recebido pareceres favoráveis do Departamento de Geografia, do colegiado do Instituto de Ciências Humanas, os órgãos de vigilância política da administração central impediram o intento.

Quanto ao regresso do Milton ao Brasil, devem-se ressaltar outros esforços, como o das Profas. Maria do Carmo Galvão e Bertha Becker, que o convidaram para trabalhar na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde permaneceu até 1983. Após sua permanência no Rio, foi contratado como Professor Titular pelo Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), onde permaneceu, mesmo após sua recente aposentadoria. Nesta Universidade desempenhou um papel importantíssimo na formação de mestres e doutores, não apenas de São Paulo, mas de todo o País e mesmo do exterior, pois, muitíssimos geógrafos passaram a procurá-lo para obter orientação. É na capital paulista que se empenha em desenvolver suas teorias e, com elas, ampliar seu elenco de obras editadas e de artigos e conferências pronunciadas em todos os eventos importantes realizados no Brasil e no exterior.

Por seus méritos e intenso labutar, importantes universidades e instituições ligadas à Geografia passam a outorgar-lhe títulos acadêmicos e honrarias. Os mais importantes são:

  • Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud, Paris, 1994 – mais conhecido como o Prêmio Nobel da Geografia.


Outras distinções:

  • Mérito Tecnológico, Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, 1997;
  • Personalidade do Ano, Instituto dos Arquitetos do Brasil, 1997;
  • Jabuti, 1997 - Prêmio pelo melhor livro das Ciências Humanas A Natureza do
  • Espaço - Técnica e Tempo, Razão e Emoção, São Paulo, Hucitec, 1996.
  • Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, 1995.
  • Emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1997.
  • Homem de Idéias 1998, homenagem do Jornal do Brasil a Milton Santos, em 1998.
  • Contemplado em concurso nacional da Revista Isto É como um dos 20 “Cientistas do Século”, conforme encarte Especial nº 7, de 04 de agosto de 1999.


Doutor Honoris Causa pelas seguintes instituições:

  • Universidade de Toulouse, França, 1980;
  • Universidade Federal da Bahia, 1986;
  • Universidade de Buenos Aires, 1992;
  • Universidade Complutense de Madri, 1994;
  • Universidade do Sudoeste da Bahia, 1995;
  • Universidade Federal de Sergipe, 1995;
  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1996;
  • Universidade Estadual do Ceará, 1996;
  • Universidade de Passo Fundo/RS, 1996;
  • Universidade de Barcelona, 1996;
  • Universidade Federal de Santa Catarina, 1996;
  • Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, 1997;
  • Universidade Nacional de Cuyo, Argentina, 1997.

Além do reconhecimento internacional e nacional, conforme explicitado anteriormente, agrego o fato de que a Universidade de Brasília, especialmente o seu Departamento de Geografia, seus docentes e discentes, têm em Milton Santos um inigualável e rigoroso estimulador. Propugnou a excelência em termos de ensino e de pesquisa, conforme destaco em artigo Milton Santos em Brasília: presença no ensino e na pesquisa”. Apresentei este trabalho no 6.º Encontro de Geógrafos da América Latina, realizado em Buenos Aires, em março de 1997.

A presença de Milton Santos em Brasília pode ser avaliada sob três vertentes: a primeira, em que ele, direta ou indiretamente, trata da Capital brasileira em suas obras, artigos, conferências, etc.; a segunda, colaborando com organismos federais (como subchefe da Casa Civil do Governo Jânio Quadros; Ministério da Educação: Comissão da SESU para a revitalização dos Cursos de Geografia; Ministério do Interior: debate na CNPU para delinear uma Política Urbana). Na terceira vertente, destaca-se sua marcante presença em eventos como na V Semana de Geografia, na UnB, em 16 de outubro de 1980, com a organização conjunta do Departamento e do CA. Os organizadores da Semana convidaram o Prof. Milton Santos para a conferência de abertura. Os debates, neste auditório, ocuparam todo o dia 16 de outubro, com grande participação dos estudantes. (Foi evento importantíssimo para a Geografia, tanto que guardamos há quase vinte anos a respectiva gravação. Esse material foi digitado recentemente e, com prazer enorme, passarei cópia em disquete para nosso ilustre homenageado. As fitas K-7, com a conferência e debates gravados também lhe serão entregues). A conferência de abertura versou sobre “os dois circuitos da economia urbana”, de sua importante obra O Espaço Dividido, que havia sido traduzida no Brasil em 1979. Em conferência proferida para professores e estudantes do Departamento de Economia da UnB, em 21 de maio de 1981, Milton Santos teoriza sobre as instâncias política, econômica, ideológica e espacial, tendo havido prolongado debate. Por convite do Ministério da Educação, Milton Santos, participou ativamente da Comissão de Avaliação da Geografia, nos anos 1982/83. Nela dos trabalhos e longos debates havidos para indicar rumos para o ensino da Geografia no Brasil.

Em junho de 1988, o Núcleo de Estudos Urbanos e Regionais da Universidade, realizou o 1º Seminário A Questão Epistemológica da Pesquisa. Os trabalhos foram publicados nos Cadernos do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares do Nécleo de Estudos Urbanos (Ceam/Neur/UnB). Em junho de 1993, quando presidia a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur), Milton Santos proferiu conferência no Seminário Nacional sobre Planejamento Urbano e Regional - Novos Horizontes, organizado pelo Neur. Sua preocupação central apontou para “o fato sobejamente reconhecido que é o fato da transnacionalização e da globalização”. Em sua conferência no 1º Seminário sobre as Humanidades no Limiar do Século XXI, realizado em junho de 1996, no Instituto de Ciências Humanas da UnB, aprofunda suas análises sobre as relações das Humanidades e as demais ciências e a força das tecnologias e das comunicações na ordem econômica mundial. Logicamente, esta é uma parte da grande contribuição de Milton Santos.

Outros convites foram aceitos por nosso homenageado para vir à UnB. Em 25 de novembro de 1998, realizou importante conferência para o Laboratório de Estudos do Futuro, neste local, ressaltando o cunho imperialista da globalização, com suas duas tiranias: a do dinheiro e da informação, isto é, a tirania do “dinheiro em estado puro” nos circuitos especulativos internacionais e a informação utilizada ideologicamente pelo sistema financeiro globalizado.

A honraria que se outorga ao Milton Santos tem respaldo na sua constante preocupação com a cidade de Brasília, portanto. No artigo Brasília em Milton Santos: registros metodológicos, ressalto abundantes referências a respeito de Brasília na vasta obra do grande geógrafo baiano. Este artigo foi apresentado no Encontro Internacional O Mundo do Cidadão – um Cidadão do Mundo que se realizou na Universidade de São Paulo, em outubro de 1996, em homenagem a Milton Santos. Para testemunhar o apreço da comunidade geográfica, a coletânea foi editada com 65 artigos de autores brasileiros e estrangeiros, todos versando sobre algumas das múltiplas abordagens possíveis no iluminado pensamento e obra do homenageado.

Além da intensa e produtiva vida acadêmica, o Prof. Milton Santos desempenhou outras atividades, entre as quais destaco:

  • Presidente ou membro de distinguidas entidades profissionais, como: Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur); Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (Anpege).
  • Consultor de organismos como: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Secretaria da Educação Superior (SESu/MEC), Fundação de Ampara à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp/SP), entre outras.


Demarca-se sua intensa atividade acadêmica como docente/orientador de alunos de graduação e de pós-graduação, nas inúmeras universidades em que lecionou.

Finalmente, mas não menos importante, as publicações (algumas já referidas anteriormente) e atividade de divulgação científica. Não poderei, por absoluta falta de tempo, comentar cada obra do Prof. Milton Santos. Mas, pelo volume e qualidade vale sublinhar que, ao menos até 1998, seu currículo apresentava:

  • 44 livros publicados; presentemente trabalha em novo livro com sua visão sobre o Brasil;
  • 231 artigos publicados (em português, francês, inglês, espanhol e japonês);
  • 46 publicações em obras coletivas;
  • 11 prefácios/apresentações em livros;
  • 14 editorias ou co-editorias/organização de obras científicas, além de artigos em jornais de circulação nacional


Um parêntesis para os que desejam aprofundar-se na rica biografia de nosso homenageado, sugerimos, entre outras publicações:

  • Revista Geosul, Florianópolis, nº 7, Ano IV, de 1989, “Entrevista com o Milton Santos”, realizada pelos docentes do Departamento de Geografia da UFSC;
  • O Mundo do Cidadão – Um Cidadão do Mundo, Org.Maria Adélia A. de Souza, 1996;
  • “Entrevista Explosiva: Mestre Milton” - Revista Caros Amigos, agosto de 1998;
  • “Homem de Idéias - 1998: Milton Santos - Geografia e Cidadania”, Caderno Idéias e Livros do Jornal do Brasil, edição de 26 de dezembro de 1998;
  • “Entrevista - Milton Santos”, por José Corrêa Leite, em Teoria e Debate, Revista da Fundação Perseu Abramo, Ano 12, nº 40, fev/mar/abr 1999;
  • “Milton Santos”, Caderno Especial nº 7, O Cientista do século, da Revista Isto é, edição de 4 de agosto de 1999).


Finalizando, foi uma honra, Prof. Milton, apresentá-lo. Tenha certeza de que guardo com grande satisfação todos os momentos de nosso amistoso convívio de grande proveito para mim.

Penso que, agora, a Universidade de Brasília faz parte do circulo restrito, mas expressivo, dos que lhe prestam merecida homenagem e todos nós nos rejubilamos com o Conselho Universitário da UnB (Consuni) pela aprovação da outorga, sugerida e aprovada anteriormente, integral e unanimemente, pelo do Departamento de Geografia.

Com essa síntese, quero, em nome do Departamento de Geografia e em meu próprio, dar os parabéns à geógrafa Marie Hélène e apresentar as mais efusivas congratulações ao grande mestre, Honoris Causa Milton Santos, de Brotas de Macaúbas, de Salvador, de São Paulo, de Paris, de Toronto, de Dar-es-Salaan, de Nova Iorque, de Brasília e do Mundo.

Muito obrigado!

Cinema: Milton Santos, o pensador do Brasil

A primeira exibição do documentário “Milton Santos, o pensador do Brasil” ocorreu no Festival de Cinema de Brasília, no dia 27 de novembro de 2006.

Sobre ele, diz Tendler: “a partir da Geografia, o Professor Milton Santos realiza uma leitura do mundo contemporâneo que revela as diversas faces do fenômeno da globalização. É na evidência das contradições e dos paradoxos, que constituem o cotidiano, que o geógrafo enxerga as possibilidades de construção de uma nova realidade. Ele inova quando propõe e aponta caminhos para uma outra globalização”.

O documentário (Vídeo, 107 min., 2001) irá primeiramente para o circuito de cinema e depois será comercializado em DVD.

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