Brasília,
Julho-Agosto 2000
ABMES LANÇA ESTUDO GEOGRÁFICO
SOBRE ENSINO SUPERIOR
Um estudo geográfico do fenômeno da educação
superior no País – "O Ensino Superior
Público e Particular e o Território Brasileiro"
– de autoria dos professores Milton Santos e María
Laura Silveira procura demonstrar como o território
impõe sua lógica à dinâmica
do ensino superior.
Os dois primeiros capítulos analisam os primeiros
séculos da história do território
brasileiro, discutindo os primeiros traços da
visa urbana e a produção orientada à
exportação como condicionantes da configuração
de uma oferta educativa de nível superior. A
interiorização do ensino superior, as
demandas de novas qualificações e o entendimento
desse novo contexto geográfico marcam o terceiro
e quarto capítulos.
As conclusões do relatório envolvem
as influências recíprocas da educação
superior e do território; o jogo e as perspectivas
da demanda e da oferta; a educação e a
divisão do trabalho e os dilemas do ensino superior
e privado. Pág. 2
MEC DEFINE NOVOS CRITÉRIOS PARA OS CURSOS SEQÜENCIAIS
Os participantes do seminário "Cursos Seqüenciais:
limites e possibilidades", realizado em Brasília,
no dia 6 de junho, enfatizaram as dificuldades criadas
com a edição da Portaria n.º 482/00,
que estabelece novas exigências e que tolhe a
liberdade das IES no estabelecimento de critérios
de acesso a esses cursos, em evidente choque com o que
prevê a LDB e a Resolução n.º
1/99. O representante do MEC, Rubens de Oliveira Martins,
presente na oportunidade, recebeu pedido veemente de
revisão da referida Portaria.
O presidente da ABMES, Édson Franco, encaminhou
ao MEC proposta de alteração da Portaria
n.º 482/00, visando a conferir maior autonomia
às instituições não-universitárias
na criação e implementação
dos cursos seqüenciais.
Participaram da mesa-redonda Édson Franco, da
Universidade da Amazônia, Marcos Norberto Lang,
da Universidade Veiga de Almeida, Guilherme Marback
Neto, da Universidade Salvador e Paulo Vadas, da Universidade
Anhembi Morumbi. Página 3
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Vadas, Lang, Marback, Juper, Rubens e Édson
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BRASIL GANHA UNIVERSIDADE VIRTUAL
A primeira Universidade Virtual Brasileira (UVB) –
um "pool" de nove instituições
educacionais de diversos estados, que se uniram com
o objetivo de ministrar cursos a distância para
alunos de todo o País – foi lançada no
dia 6 de julho em solenidade no Ministério da
Educação, com presença do Secretário
de Ensino a Distância, Pedro Paulo Poppovic.
O sucesso desse modelo na avaliação dos
criadores do projeto é a cooperação
interinstitucional apoiada pela estrutura da Internet.
Novidade que, de acordo com o professor João
Vianney, coordenador da UVB, permite que o melhor de
cada uma das universidades vinculadas faça parte
do programa educacional, ampliando as opções
dos alunos. "Um conceito novo de universidade cooperativa.
Os alunos não ficam presos apenas a uma instituição",
explica Vianney. "Pela Internet, o aluno vai ter
acesso ao conteúdo e pode se comunicar com os
professores tutores de todas as universidades vinculadas".
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Gabriel Rodrigues,
presidente da UVB
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Desafios da pós-graduação
nas Instituições Particulares
"Um dos pontos frágeis do sistema de ensino superior
particular está, certamente, na sua capacidade de pesquisa.
Isto tem a ver com a ausência do ensino de pós-graduação;
com a pequena disponibilidade de docentes/pesquisadores altamente
qualificados; com a predominância da jornada hora/aula;
com a falta da uma infra-estrutura adequada de laboratórios
e de instalações para a pesquisa", enfatiza
Geraldo Moisés Martins, diretor-superintendente da
Fundação Nacional de Desenvolvimento do Ensino
Superior Particular (Funadesp) em seu artigo publicado nesta
edição.
Moisés aborda em seu artigo publicado
nesta edição as condições primordiais
para as mudanças desse panorama bem como a necessidade
de desenvolver estratégias para viabilizar o desenvolvimento
da pós-graduação nas IES particulares.
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