Universidade Virtual:
oportunidade de crescimento ou ameaça para as instituições de
ensino superior ?
João Vianney*
Ricardo Miranda Barcia**
Rodolfo Joaquim Pinto da Luz***
As instituições
de ensino superior brasileiras, públicas e privadas, têm,
diante de si, além de um cenário de oportunidades e desafios,
grande potencial para amparar iniciativas em planejamento
e investimento, na área de educação a distância. Um conjunto
de fatores pode ser trabalhado, como marco para a modernização
e a transformação do perfil de atuação dessas instituições.
Os indicadores colhidos por este trabalho e que estão sinalizando
para uma provável institucionalização da educação a distância,
no Terceiro Grau, são:
• competitividade
nacional e internacional crescente entre as instituições de
ensino superior (IES), provocando maior diferenciação do perfil
institucional e implicando modernização, como resultado do
uso de novas abordagens educacionais e da intensificação tecnológica,
nas atividades presenciais, aplicáveis à educação a distância
(EAD);
• iniciativas
universitárias autônomas e recentes de EAD, com uso de tecnologia
da informação, orientadas para o mercado, com atendimento
direto, em parceria com empresas ou em redes interuniversitárias,
oferecendo formação superior, educação continuada e pós-graduação;
• inovação
pedagógica, permitida pela adoção de teorias de aprendizagem
e modelos de EAD, que permitem controlar o processo e ajustá-lo
às características e necessidades de programas de clientelas
específicas;
• redução
de custos e disseminação de recursos tecnológicos de comunicação
e de informação inovadores, que permitem ações em escala com
grande capilaridade e com mecanismos de interatividade crescente;
• necessidades
urgentes de atendimento a demandas sociais de escolarização
superior ou de complementação da formação superior, para grandes
contingentes de profissionais que atuam no Ensino Fundamental,
Ensino Médio e Ensino Superior, sem a formação mínima adequada;
• legislação
específica que permite o credenciamento de IES, para oferecer
cursos de EAD com eqüivalência de titulação ao ensino presencial.
Pode-se ainda acrescentar os indicadores de mudança, no cenário
do ensino superior brasileiro, apontados pelo presidente do
Conselho Nacional de Educação (CNE), Éfrem Maranhão. Segundo
ele, apesar da alta taxa de crescimento do ensino superior,
na década de 90, de 7% ao ano, o País ainda está com indicadores
indesejáveis de acesso ao ensino superior, exigindo aperfeiçoamento
do sistema. Para ele, transformações estruturais estão em
curso, conduzidas, ao mesmo tempo, pela necessidade de expansão
do número de vagas, de diversificação na oferta de cursos,
de modificações significativas na esfera da legislação do
ensino superior e da relação do mercado com os profissionais
egressos de universidades.1 São elas:
• estímulo
oficial à autonomia das universidades;
• estímulo
à criação de mecanismos autônomos de avaliação institucional;
• criação
de sistemas públicos de avaliação da qualidade do ensino de
graduação (Provão);
• tendência
ao estabelecimento de exames “de ordem”, após o
curso universitário, para ingresso no mercado de trabalho;
• criação
dos cursos seqüenciais, para formações profissionais específicas;
• declínio
da cultura, na qual o diploma representava a única possibilidade
de acesso ao mercado de trabalho, passando a ser,
também, reconhecidos os estudos realizados.
O conjunto de elementos apontados, para identificar a transformação
do ensino superior no Brasil, pode ser interpretado como uma
sinalização para o fim de uma era em que o perfil da universidade
estava definido pelo Estado. As instituições públicas, ao
serem criadas pelo governo, naturalmente tinham este perfil,
e as universidades particulares tinham suas autorizações de
funcionamento igualmente reguladas pelos organismos oficiais,
limitando o seu raio de ação pela autorização de cursos e
definição de currículos. A médio prazo, na hipótese da permanência
dos fatores de mudança listados, o eixo de controle
tende a se afastar do Estado e migrar para uma definição do
perfil institucional, pelas demandas do mercado e pelo “staff”
acadêmico de cada universidade.
Assim, com a crescente demanda por sistemas flexíveis de
escolarização formal, por educação continuada aos egressos
do ensino superior e por programas de pós-graduação, sem o
afastamento dos postos de trabalho, a criação de núcleos para
a produção de estratégias e gerenciamento tecnológico de educação
a distância coloca-se como determinante, para a sobrevivência
das instituições de ensino superior.
A EAD como resposta
para novas demandas do conhecimento e para suprir carências
estruturais na educação brasileira 2
“Haverá um dia, talvez esse dia já seja realidade, em
que as crianças aprenderão muito mais e muito mais rápido,
com o mundo exterior do que no recinto da escola...
... O meio urbano moderno explode de energia e de uma massa
de informações diversas, insistentes e irreversíveis...
... É evidente que a escola, hoje localizada em um edifício,
em conjunto de edifícios, não conservará o papel primordial,
a menos que se adapte às mutações inevitáveis do mundo exterior.”3
A nova geração de EAD, que emerge no Brasil na segunda metade
dos anos 90, com o uso intensivo de tecnologias da comunicação
e da informação, está transformando os conceitos clássicos
da EAD, até então de uma separação física entre o aluno e
o professor ou a instituição de ensino, para um conceito atual
de aproximação ou, mesmo, integração virtual entre os
agentes dos processos de ensino-aprendizagem que se estabelecem.
Essa mudança tem sido permitida pela adoção de recursos tecnológicos
e de estratégias de aprendizagem, voltadas para:
•a
construção de ambientes virtuais de aprendizagem, utilizando,
principalmente, a Internet e a Videoconferência como meios
para as atividades de alta interatividade;
•a
teleconferência, os serviços de telefonia e de correio, para
as atividades de média interatividade, coordenados com o uso
de materiais impressos;
•os
CD-ROMs e as vídeo-aulas, como mídias de armazenagem para
conteúdos, atividades, exercícios de aprendizagem ou mesmo
ambientes para aprendizagem por simulação ou imersão.
Surge, assim, uma EAD estruturada, ora em bases de Mídias
Integradas, ora em bases de convergência de mídias, conceitos
que dominam a cena do uso de recursos tecnológicos, nesse
período. A EAD, com base no conceito de Mídias Integradas,
acontece quando o uso de diversas mídias é conjugado, levando
em consideração os objetivos de aprendizagem, a natureza do
conteúdo que será trabalhado e, principalmente, os perfis
de acesso tecnológico e de repertório de hábitos e habilidades
dos alunos a distância. Os processos de EAD, com base no conceito
de Convergência de Mídias ocorrem quando a disponibilidade
de redes de alta velocidade permite que a Internet seja utilizada
como meio multimídia, com boa performance. O cenário tendencial
é o de uma intensificação de processos pela Internet, agregando
performance multimídia na proporção do aumento da velocidade
de conexão para o tráfego de dados, com o usuário final.
O aumento contínuo em número de usuários conectados à Internet
no Brasil — que ocorre em paralelo à melhoria dos serviços
de conexão, oferecidos pelos provedores de acesso, com saltos
tecnológicos em velocidade de tráfego, sem uma correspondência
de aumento linear nos dos custos — fortalece esse cenário,
pois agrega capilaridade, confiabilidade e economicidade para
os serviços educacionais, via rede. Até junho de 1999, a pesquisa
anual Internet Brasil, feita pelo instituto Ibope, apontava
9% da população brasileira já conectada à rede, seja por acesso
doméstico, no local de trabalho, no ambiente escolar ou em
locais de uso comunitário. Seis meses antes, este indicador
era de 7%. Apenas no período de dezembro de 1998 a agosto
de 1999, 750 mil pessoas aderiram à rede
4. O país oferece, assim, um cenário tecnológico favorável
à expansão de atividades de educação a distância pela mídia
Internet.
Agentes de mudança
No Brasil, o processo de inovação na EAD, com o uso regular
de tecnologias da comunicação e da informação, tem a
constituição de seus primeiros agentes no ano de 1995. Neste
ano, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) cria
o Laboratório de Ensino a Distância (LED), em Florianópolis,
a Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo, cria o Departamento
de Ensino Interativo a Distância e a Escola Paulista de Medicina
(hoje Universidade Federal de São Paulo - Unifesp) cria o
projeto Unifesp Virtual. Estas três universidades foram pioneiras
no Brasil na criação de ambientes próprios para
o uso da Internet, como mídia educacional qualificada. A UFSC
aprofundou-se, também, no conceito e uso de mídias integradas,
oferecendo EAD por videoconferência, teleconferência, CD-ROM,
vídeo-aulas, sistemas de telefonia e material impresso.
Estes três agentes — UFSC, Universidade Anhembi Morumbi
e Unifesp — respondem, portanto, pela chegada e implantação
regular no Brasil dos recursos da 3.a Geração
de Educação a Distância 5. Em 1996 e 1997, surgem outros
núcleos brasileiros de EAD, com o uso de novas tecnologias,
principalmente Internet. Na Faculdade Carioca, na cidade
do Rio de Janeiro, o núcleo Univir pesquisa ambientes virtuais
de aprendizagem, inicia parcerias, visando a formar universidades
corporativas pela Internet e adota o ambiente Learning Space,
como plataforma em cursos “on line”. Na Pontifícia
Universidade Católica do Rio, laboratórios de informática
pesquisam e desenvolvem ambientes Internet de ensino-aprendizagem
e na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Puccamp),
o Instituto de Informática inicia, em 1996, o uso de ferramentas
de correspondência eletrônica, nos processos de orientação
de alunos de mestrado. Em 1997, a Puccamp já oferecia duas
disciplinas do curso de mestrado em Informática totalmente
a distância ,através da Internet.
Em 1997, a Universidade Federal de Pernambuco oficializa
o projeto Virtus, criado por professores da instituição, em
1996, como um núcleo de pesquisa do ciberespaço. Após sua
institucionalização, o Virtus inicia a oferta
de atividades de disciplinas presenciais pela Internet
e a construção de ambientes virtuais de aprendizagem, com
tecnologia desenvolvida na própria universidade. No ano seguinte,
o Virtus já oferece disciplinas completamente “on line”
e começa a formar parcerias externas, para realizar cursos
“on line”, por demanda. Em 1998, a Faculdade
de Comunicação da Universidade Federal da Bahia lança cursos
de extensão na área de Comunicação e Jornalismo, via Internet.
Em 1999, a Universidade de Brasília (UnB) passa a utilizar
recursos de terceira geração, para oferecer disciplinas de
cursos presenciais pela Internet e lança também um
programa de especialização em EAD por Internet,
com o ambiente canadense Virtual
U 6. A Universidade Federal de Minas Gerais utiliza a
Internet para oferecer cursos do auto-aprendizagem em Infomática,
desde de 1996.
Têm início, assim, os primeiros registros brasileiros de
universidades tecnológicas de terceira geração de educação
a distância e de universidades tradicionais extensivas. O
primeiro conceito — universidade tecnológica — implica
oferta e expansão por sistemas computacionais de informação
dos serviços e oportunidades que um campus ofereceria aos
alunos e aponta para “um aprendizado “on line”,
assíncrono, efetuado através da Internet e para o maior uso
dos sistemas de conferência via computador (“on
line” – videoconferência síncrona). Esses sistemas
permitem que os estudantes interajam entre si e com seus professores,
assim como acessarem um crescente grupo de recursos educacionais
disponíveis na Web.”7 O segundo
conceito — universidade tradicional extensiva —,
implica criação de núcleos avançados de recepção de
aulas em outros ambientes, o que pode ser feito com o uso
de sistemas de teleconferência ou de videoconferência
8.
Com perfil distinto de atuação, o Laboratório de Educação
a Distância (LED/UFSC) desenvolveu os primeiros trabalhos
como instância de suporte metodológico e de gerenciamento
de tecnologias da comunicação e informação, para cursos
de extensão e de mestrado, criados pelo Programa de Pós-Graduação
em Engenharia de Produção, nas áreas de Engenharia de Transporte,
Ergonomia e Engenharia de Produção. Nos anos subseqüentes,
o LED ampliou o leque de oferta de cursos, atuando em parceria
com outras áreas acadêmicas, criando programas em áreas como
Contabilidade, Educação, Saúde e Administração. O Departamento
de Ensino Interativo a Distância da Universidade Anhembi Morumbi
dedica-se, inicialmente, à oferta de programas de extensão
em moda, turismo e marketing e à pesquisa em “design”,
para educação por Internet. Em seguida, estrutura programas
de especialização, oferecidos ao mercado, a partir de 1999.
A Escola Paulista de Medicina desenvolve seus primeiros
experimentos com a oferta, via Internet, de materiais suplementares
em biologia molecular e genética aos alunos de cursos regulares
de graduação da área da saúde da Unifesp. Os primeiros cursos
de aperfeiçoamento, com acompanhamento da aprendizagem dos
alunos, começaram em 1997.
Indicadores de mudança de cenário
Na primeira metade da década de 90, mesmo antes da regulamentação
da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996,
o cenário da EAD já começava a mudar, pela iniciativa autônoma
de universidades na oferta de programas especiais de graduação,
a distância. Atuando pela modalidade de ensino por correspondência
e atividades semi-presenciais, duas universidades federais
promovem cursos de graduação para formar professores para
o Ensino Fundamental. A Universidade Federal do Mato Grosso
(UFMT), através do Instituto de Educação, e a UFSC, através
do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas, instituem cursos
de graduação especiais em Pedagogia e em Ciências Naturais
e Matemática, respectivamente. O programa de Pedagogia foi
ofertado pela UFMT para professores leigos em exercício,
nas séries iniciais do Ensino Fundamental, na região Norte
de Mato Grosso, e o programa de Ciências Naturais e Matemática
atendeu professores no exercício da 4.ª a 8.ª séries
do Ensino Fundamental, na região Oeste de Santa
Catarina 9.
Paralelamente à atuação das instituições citadas acima, e
considerando os fatores de mudança indicados na abertura deste
artigo (Legislação específica; Novas Tecnologias; Inovação
Pedagógica; Iniciativas Universitárias Autônomas; Demandas
Sociais e Estratégicas; Competitividade Nacional e Internacional
entre as IES), temos, então, um conjunto de fatores que, em
tese, fornecem condições estruturais para a implantação em
escala de uma EAD moderna e voltada para o ensino superior
no Brasil.
Ainda estão ausentes, neste cenário, estudos de viabilidade
econômica para a EAD, no ensino superior. Os benefícios de
redução de custos indiretos para os alunos e para a instituição
são claros na EAD. Eliminam-se deslocamentos geográficos e
os conseqüentes gastos adicionais em transporte, moradia e
alimentação para os alunos. Da mesma forma, as instituições
demandam menor investimento fixo em instalações físicas. Por
outro lado, alunos e universidades devem ter à disposição
equipamentos e estruturas de telecomunicação eficientes, para
uma comunicação de boa performance nas atividades de aprendizagem
nos modelos de EAD, com uso intensivo de tecnologia. Os serviços
oferecidos tradicionalmente no campus, como biblioteca, entrega
de trabalhos, quadro de avisos e secretaria, por exemplo,
precisam ser feitos remotamente, seja por uma interface que
virtualiza o campus, na Internet, seja por serviços de trocas
via correio, ou telefone.
Os custos de transmissão de dados e da logística necessária
para dar suporte a esses serviços a distância, entram como
novo fator de custo fixo para as universidades e como fator
de custo variável, para os alunos. A atualização de computadores
e de “softwares”, em algumas circunstâncias, é
tão necessária que precisa ser considerada como um custo fixo.
Nos custos diretos das IES, como a remuneração de professores,
por exemplo, ao mesmo tempo em que se pode pensar numa otimização
na produção dos conteúdos e instrumentos de aprendizagem básicos,
para cada disciplina, é preciso considerar que a exigência
de tutoria, para o acompanhamento da aprendizagem e avaliação
dos alunos, tende a ocorrer numa relação professor/aluno bastante
próxima do ensino presencial, quando se oferecem programas
de escolarização formal. No conjunto destes fatores,
as tendências de mercado apontam para um custo final aluno/mês
competitivo da EAD, em relação ao ensino presencial. Somente,
com a formação de séries hist
óricas de pesquisa de mercado esta afirmação poderá ser consolidada
no cenário brasileiro.
A não-disponibilidade de dados significativos, nesta área,
pode estar contribuindo para retardar a implementação de um
número maior de núcleos de EAD nas IES mantidas pela cobrança
de mensalidades dos alunos. Nas IES públicas, projetos
de interesse social, para atender parcelas com elevada carência
de escolarização formal, sem a cobrança de mensalidade dos
alunos, têm sido apresentados para instituições nacionais
e internacionais de fomento ou, diretamente, ao poder público.
Nesta linha, podemos citar os cursos de graduação oferecidos
pela UFSC e pela UFMT, no começo da década, e o projeto Universidade
Virtual do Centro-Oeste, um consórcio das universidades públicas
do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Tocantins, Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul.
Os produtos universitários de EAD, voltados para atender
clientelas que buscam educação continuada, requalificação
profissional ou aperfeiçoamento em nível de pós-graduação,
têm encontrado mecanismos de autofinanciamento de mercado,
tanto nas IES particulares, quanto nas públicas. Nesta linha,
estão os produtos de EAD de terceira geração, criados pela
Univir, pela Universidade Federal de São Paulo, pela Universidade
Anhembi-Morumbi, pela Universidade Federal de Santa Catarina
e pela Universidade de Brasília
10.
Conexões por videoconferência com
a UFSC
|
Realização de Cursos
|
Realização de Eventos
|
|
Manaus (AM), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Rio
de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Blumenau, Joinville,
Chapecó, Itajaí e Tubarão (SC), Salvador (BA), Natal
(RN), Belém (PA), Macaé (RJ), Campos (RJ), Aracaju (SE),
Porto Alegre (RS), São Mateus (RS), Santos (SP), São
José dos Campos (SP), Varginha (MG), Divinópolis (MG),
Dourados (MS).
|
Porto (Portugal), Cambridge (EUA), Hagen (Alemanha),
Miami (EUA), Wisconsin (EUA), Bruxelas (Bélgica), Paris
(França), Roma (Itália), São Paulo (SP),
|
Redes interuniversitárias e autonomia
das IES, em direção à EAD
A proposta da Universidade Federal de Santa Catarina é a
de estimular o desenvolvimento de competências em novos
produtos de ensino superior a distância, junto às universidades
que já estão autonomamente vocacionadas para a área e a de
estabelecer redes regionais, nacionais e internacionais de
universidades, para fomentar novas iniciativas. A expansão
da EAD da UFSC está alicerçada na parceria com empresas e
instituições que possam compartilhar estruturas de telecomunicação
e de docência qualificada, para os objetivos estratégicos
da UFSC. A visão de futuro que orienta a pesquisa e
a produção de serviços, no Laboratório de Ensino a Distância
da UFSC, trabalha com o cenário de cursos oferecidos em redes
universitárias, com professores de diversas instituições,
atuando simultaneamente, para somar e evitar a sobreposição
de competências e com cooperação técnica, para viabilizar
o uso de redes de telecomunicação/ informação e de critérios
comuns de reconhecimento de créditos e de certificação final.
Atuando em programas de educação continuada e na pós-graduação,
a UFSC promoveu, entre 1996 e 1999, a extensão virtual do
seu campus para 23 cidades, em todo o território
nacional, com o uso de salas de videoconferência. Esses programas
estruturados a partir de ambientes virtuais de aprendizagem,
por Internet, incorporam 70 cidades. Com o uso de sistemas
de transmissão de aulas via satélite com recepção aberta,
a UFSC já ofereceu programas de educação continuada para alunos,
organizados em 527 cidades, simultaneamente.
As parcerias internacionais da UFSC em EAD envolvem as Universidade
das Nações Unidas (Japão), a South Florida University e o
Massachusetts Institute of Technology (EUA). No Brasil, a
UFSC atua em parceria com a Universidade Estadual de Mato
Grosso do Sul, os Centros Federais de Ensino Tecnológico dos
estados do Paraná e do Rio Grande do Norte, o Instituto Metodista
Izabela Hendrix, em Belo Horizonte, a União Educacional de
Brasília (Uneb), a Fundação de Ensino e Pesquisa do Sul de
Minas, em Varginha e Divinópolis (MG), o Centro Tecnológico
do Estado do Paraná (Tecpar) e as universidades das regiões
de Blumenau, Joinville, Tubarão, Chapecó e Itajaí, no estado
de Santa Catarina. Em parceria com empresas, a UFSC oferece
cursos para a Siemens, Petrobrás, Alumar, Eletrobrás
e Fiat. Cursos específicos por EAD, em nível de complementação
superior e pós-graduação, atenderam ainda demandas do Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), do Tribunal de
Contas da União (TCU) e do Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural (Senar).
Como atender demandas de interesse
social?
Paralelamente ao atendimento que as IES vêm fazendo, na área
de EAD, por meio de programas de requalificação profissional,
educação continuada, aperfeiçoamento ou pós-graduação, sustentados
por relações diretas de mercado, começam a ser desenhados
programas para atendimento de numerosa clientela, também
inserida no mercado de trabalho, mas com menor potencial de
compra de educação. A principal clientela é a dos professores
que, por força de lei, têm de obter a titulação exigida para
o magistério dos níveis de ensino fundamental e médio. Todos
os fóruns de discussão da educação brasileira são unânimes
em afirmar que, sem o uso de estratégias eficazes de
EAD, não se consegue alcançar patamares minimamente aceitáveis
de qualificação profissional.
Apesar desse cenário, que indica um período de
fertilidade para a EAD, no Brasil, está ainda presente
a grande indagação de como e por que nosso País ainda não
alcançou pleno desenvolvimento nesta área. Num período
que vai do final dos anos 60 até a metade dos anos 70, a EAD
consolidou-se mundialmente como estratégia válida para o ensino
superior. No Brasil, porém, permaneceu como um recurso de
iniciação profissionalizante aberta, de complementação para
ações supletivas em ensino fundamental e médio e com alguns
projetos episódicos voltados para o ensino superior ou a pós-graduação.
Os estudos acadêmicos da história da EAD costumam apontar
as restrições de ordem legal, a descontinuidade de políticas
públicas e a utilização da EAD como tentativa de superar problemas
educacionais emergenciais como determinantes para a clivagem
entre a educação brasileira e o cenário internacional, na
área de EAD, nos últimos 30 anos. Desde a vigência da atual
LDB, editada em 1996, cujo artigo 80 legitima a EAD como equivalente
ao ensino presencial, (artigo já regulamentado por decretos
presidenciais e portarias ministeriais) e desde a criação
e atuação da Secretaria de Educação a Distância do Ministério
da Educação, em 1995, os indicadores históricos de restrição
estão formalmente excluídos. Mesmo assim, as iniciativas na
área, surgidas em universidades públicas ou privadas, após
esse novo ambiente legal e de políticas públicas, ainda são
esparsas, no Brasil. Em 1998, a Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação emitiu pareceres
favoráveis ao credenciamento de um curso de licenciatura em
Matemática, a distância, proposto pela Universidade Federal
do Pará e à solicitação da Universidade Federal do Ceará,
para a oferta de licenciaturas em Biologia, Física, Química
e Matemática.
Esta constatação de poucas e esparsas ações de ensino superior
na EAD permite incluir um novo fator no rol das possíveis
determinantes do não avanço da área, no País: o preenchimento,
praticamente compulsório da quase totalidade das vagas, até
então ofertadas pelas IES. Tal fato, que, na prática, pouco
exigia em termos de competitividade e diferenciação, nos serviços
prestados à sociedade por uma grande parte das instituições,
pode ter contribuído para que, no seu conjunto, essas instituições
não viessem a estabelecer, como prioritárias, ações coordenadas,
que pudessem vir a se constituir em legislações específicas
e políticas públicas de EAD. As estratégias de EAD, em programas
de graduação, poderiam não significar crescimento paras as
IES, uma vez que o aumento de alunos em atividades presenciais
estava praticamente assegurado, a cada novo curso criado.
O crescimento contínuo das IES brasileiras, ao longo das
últimas décadas, principalmente com a maior oferta de vagas
pelo segmento privado, tem sido amparado por uma demanda histórica
de alunos, que supera largamente a capacidade de oferta instalada.
Mesmo a soma de esforços entre os setores público e
privado não tem conseguido alcançar, ainda, uma capacidade
de atendimento que permita colocar, num horizonte possível,
a universalização do ensino de terceiro grau, para a maioria
dos egressos do ensino médio, obrigando-os, assim, a realizar
constantes processos seletivos, em busca de uma oportunidade
de acesso ao ensino superior.
Nos últimos anos, contudo, algumas características das ações
das IES começam a mostrar sinais de mudança no horizonte.
Em algumas regiões, com maior concentração de oferta de vagas,
por exemplo, o processo seletivo começa a ser personalizado,
a partir das estratégias de marketing e diferenciado por metodologias,
priorizando perfis vocacionais. As chamadas públicas de alunos,
para ocuparem vagas remanescentes não preenchidas, a partir
do processo seletivo por vestibular, são sinais que começam
a evidenciar um novo ambiente para uma coexistência em bases
competitivas para essas instituições. Critérios históricos
que interferiam na opção do candidato por uma IES, na disputa
por uma vaga no ensino superior — oferta de determinado
curso, proximidade geográfica do campus e valor da mensalidade
— começam a ter menor peso, em função do próprio
crescimento e da capilaridade do ensino superior brasileiro.
Novos atrativos precisam ser criados pelas IES, para garantir
a sobrevivência e o crescimento no mercado.
Neste processo de diferenciação institucional, a modernização
das ações educacionais, com o uso de novas abordagens educacionais
e a intensificação tecnológica para as atividades dos
cursos realizados, com base presencial nos campus e a adoção
de estratégias de educação a distância são caminhos naturais,
para se construir a nova personalidade das IES. A base geográfica
deixa, efetivamente, de ser relevante.
A EAD tende a se tornar, cada vez mais, um elemento regular
e necessário aos sistemas educativos, não apenas para atender
demandas específicas, mas também para estabelecer-se como
função de grande importância, especialmente na educação da
população adulta, pela demanda crescente aos cursos supletivos,
formação continuada (“lifelong learning”) e pós-graduação.
As mudanças tendem a ocorrer no sentido de as IES aumentarem
a oferta de oportunidades de acesso no ensino presencial e,
paralelamente, inovarem-se por meio de estratégias de
acesso por EAD, que englobam desde as modalidades convencionais
do início do século (ensino por correspondência, o uso de
sistemas integrados com mídias complementares) mas, principalmente,
com as estratégias recentes (uso de ambientes virtuais de
aprendizagem, baseados em Internet e videoconferência). Essas
mudanças, com certeza, vão transformar o atual modelo e a
legislação de ensino superior no País, principalmente na área
de EAD. Apesar de quase cem anos de história de ensino a distância,
o País ainda não estruturou proativamente uma unidade que
pudesse vir a estabelecer-se, como referência ou ancoragem,
facilitadora da construção de novos modelos.
A ausência de modelos universitários
brasileiros de EAD
A história da educação a distância, no Brasil, apesar de
pontuada por inúmeras e diversificadas iniciativas na área,
mostra uma descontinuidade radical, na grande maioria dos
processos que se instituíram, desde o começo do século e até
a metade dos anos 90. Revela, assim, sucessivas perdas de
oportunidade para a consolidação de um ou mais núcleos de
referência em EAD, seja para desempenhar o papel de universidade
a distância, oferecendo diretamente acesso regular à escolarização,
por essa modalidade, seja para formar quadros de competência
que pudessem instrumentalizar a criação e a implementação
de modelos de EAD, em todo o País. A falta de continuidade
em políticas públicas para a educação — que tem
sido apontada, principalmente, por Ivônio Barros Nunes como
uma das principais causas da não consolidação da EAD, no Brasil,
nas décadas de 60 a 90, período em que ela consagra-se mundialmente
como educação formal de qualidade, principalmente no ensino
superior — não explica, por si só, esse fenômeno.
A ausência de movimentos organizados de pressão, junto ao
Estado, mostra que a indecisão governamental nesta área
era apenas o reflexo da própria imagem da EAD, na cultura
brasileira. Na primeira Lei de Diretrizes e Bases para a educação
no Brasil, Lei 4.024, de 1961, a EAD surgia como uma alternativa
para a oferta de cursos supletivos por “rádio, televisão,
correspondência e outros meios de comunicação que permitam
alcançar o maior número de alunos”11.
No entanto, apesar deste reconhecimento legal, a LDB era contraditória,
ao estabelecer a obrigação de 75% de presença obrigatória
às ‘aulas’ para validar os estudos
12. Esta obrigação de freqüência desaparece para o ensino
supletivo, na Lei 5.692/71, permitindo a aprovação de alunos,
mediante a realização de exames supletivos oficiais, onde
a preparação para as provas era livre, mas permanecia como
condição pétrea, na Lei 5.540/68, que regulamentava o ensino
superior.
Nesse mesmo período em que o Brasil publicava a Lei 5.540/68,
países como a Inglaterra, Canadá, França, Portugal,
Israel, Estados Unidos, Alemanha, Índia, Austrália,
Paquistão, Israel e México, dentre outros, estruturaram universidades
públicas a distância, tanto para a oferta de vagas pela modalidade,
quanto para formar quadros, para que outras universidades
públicas ou privadas pudessem proceder à sua iniciação na
EAD. Na mesma época, o governo brasileiro limitou-se a patrocinar
programas pontuais, muito mais voltados para o atendimento
de carências sócio-educacionais de natureza emergencial do
que para a criação de alternativas por EAD, para os diversos
níveis do ensino formal. Parodiando Caetano, por que não cantar
“Triste Bahia... Ó
quão dessemelhante”, onde a dessemelhança é a do País,
diante do cenário internacional.
Em 1972, o Conselho Federal de Educação encaminha uma delegação
técnica para uma visita à Open University, na Inglaterra,
para fazer um reconhecimento dos métodos então adotados por
aquela instituição e para verificar a adaptabilidade ou não
deles à realidade brasileira. Chefiada pelo conselheiro Newton
Sucupira, a missão produz um relatório final, apontando as
“virtualidades” 13 da educação a distância e
do método desenvolvido pela Open, enfatizando o uso de recursos
pedagógicos e tecnológicos integrados para a aprendizagem,
a redução de custos, em relação ao ensino convencional e possível
democratização do acesso ao ensino de terceiro grau, com uma
possível liberação da exigência de vestibular para o ensino
a distância. Mas essa análise não resultou em novos projetos
e/ou em mudanças na legislação.
Essas considerações, na linha de uma Universidade Aberta,
permaneceram na cena educacional brasileira nos anos 70 e
80, tendo como principais porta-vozes Arnaldo Niskier
e Darci Ribeiro, ex-secretários de educação, no estado do
Rio de Janeiro e José Carlos Azevedo, ex-reitor da UnB. Nos
anos 90, o eixo dessa proposição desloca-se para São Paulo,
tendo como palco a Associação Brasileira de Educação a Distância
(Abed), sob a coordenação do professor Fredric Michael Litto.
Os impedimentos constitucionais e políticos impediram, porém,
a concretização dessas propostas.
A rigidez legal permanece inalterada até 1996, quando a já
referida Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional), no seu artigo 80, estabelece finalmente a EAD como
modalidade válida para todos os níveis de ensino, sem quantificar
ou estabelecer critérios de presencialidade, para validar
o processo. A ênfase, no espírito da Lei, está na avaliação
da aprendizagem. A validação dos modelos de EAD estaria em
função da performance apresentada pelos alunos na saída, que
deve ser igual a dos alunos de cursos presenciais, uma vez
que eles se eqüivalem, perante a LDB. A regulamentação, contudo,
fica por conta de Decretos e Portarias ministeriais.
Sucessivamente, são editados os atos legais:
•Decreto
n.° 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que define o entendimento
do MEC sobre EAD e dá as normas operativas gerais, excluindo,
inicialmente, a criação de programas de mestrado e doutorado
pela modalidade;
• Portaria
n.° 301, de 7 de abril de 1998, indicando os procedimentos
para o credenciamento de instituições para oferta de cursos
por educação a distância; e,
•Decreto
n.° 2.561, de 27 de abril de 1998, revogando o Decreto anterior,
quanto às competências federais e estaduais para o credenciamento
de cursos.
Apesar do reconhecimento da modalidade da EAD pela LDB e
da expectativa do ministro da Educação de explosão de oferta
de cursos, nesta área, no País 14, a rigidez da regulamentação
limitou a estruturação de novos processos formais de
EAD, permanecendo na cena apenas as instituições que, mesmo
antes da legislação, já se movimentavam em direção à área,
ao lado das universidades federais do Ceará e do Pará.
Os destaques iniciais de iniciativas universitárias de cursos
de graduação por EAD, já citados e, agora, aqui detalhados,
são a Universidade Federal de Santa Catarina e a Universidade
Federal do Mato Grosso. Em 1993 e 1995, respectivamente, estas
universidades lançam uma licenciatura em Ciências Naturais
e Matemática, para formar professores em exercício no
Ensino Fundamental, na região Oeste de Santa Catarina e uma
licenciatura em Pedagogia Básica, para atender professores
em exercício também no Ensino Fundamental, em escolas na região
Norte de Mato Grosso. Ambos os programas fazem parte
de um modelo de primeira geração de EAD, onde a instrumentalização
do processo está alicerçada no uso de materiais impressos,
com a sistematização dos conteúdos e atividades de aprendizagem
a serem feitas, a distância, pelos alunos e encontros presenciais
para tutoria e avaliação.
A licenciatura da UFSC foi aprovada no Conselho de Ensino,
Pesquisa e Extensão em junho de 1993 e reconhecida e financiada
como programa especial pela Comissão de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Ensino Superior (Capes), também em 1993. A primeira
turma de formandos foi diplomada em março de 1997. O curso
da UFMT foi autorizado pela Resolução n.° 88 do Conselho Diretor
da UFMT, em 2 de agosto de 1994 e reconhecido pelo Conselho
Nacional de Educação, em 1999.
Ainda antes da publicação da LDB de 1996, o Programa de Pós-Graduação
em Engenharia de Produção da UFSC cria, em junho de
1995, o já citado Laboratório de Educação a Distância, voltado
para a pesquisa e a implementação de modelos e estratégias
de terceira geração em EAD, utilizando principalmente ambientes
virtuais de aprendizagem por Internet e redes de comunicação
interativas em áudio e vídeo, por videoconferência.
Os programas de pós-graduação da UFSC têm o design
instrucional elaborado para o uso dessas mídias de alta interatividade,
e os programas de capacitação a distância para atendimento
a grandes e dispersos contingentes de usuários, têm
design elaborado para o uso de mídias com menor exigência
de tecnologia da informação, como a teleconferência, vídeo-aulas,
sistemas de telefonia DDG e materiais impressos. Esta opção
considerou os dados da realidade brasileira, relativos às
condições de acesso tecnológico da clientela.
Atuando com a oferta de programas de aperfeiçoamento profissional
ou de pós-graduação lato sensu, outras universidades foram
contemporâneas em ações de EAD, nos anos 90.
A Universidade de São Paulo (USP), apesar de experiências
pioneiras do professor Manoel Moran, desde 1995, no uso da
Internet como suporte ao ensino presencial, somente se apresentou
institucionalmente para ações de EAD em abril de 1999, através
da Escola Politécnica. O Centro de Estudos de Pessoal do Exército
(Cepe), com sede no Rio de Janeiro, oferece programas de EAD
com modelos híbridos de primeira e segunda geração, nas áreas
de Pedagogia e Línguas Estrangeiras, desde o início da década
de 90.
Outras experiências contemporâneas agregaram contribuições
significativas para a EAD no Brasil, como a do Laboratório
de Estudos Cognitivos, da Universidade Federal do Rio Grande
do Sul e da Universidade de Brasília (UnB). Esta última atua,
desde o início da década de 80, com a oferta de programas
de extensão universitária a distância, através de ensino por
correspondência, inicialmente em convênio com a Open University
e, em seguida, oferecendo cursos pelo Centro de Educação Aberta,
Continuada a Distância (Cead) e também o curso de Especialização
em Educação Continuada a Distância, criado sob os auspícios
de uma cátedra da Unesco, em 1993.
Os processos anteriores
Apesar desses exemplos recentes, o cenário geral é de extrema
aridez acadêmica para a EAD. Ele pode ser observado, com maior
nitidez, ao se olhar a história nacional da área para além
das classificações que têm apresentado as experiências anteriores,
unicamente, em relação às gerações de tecnologia e de metodologia
aplicadas, de acordo com os modelos de 1.a, 2.a e de
3.a gerações, difundidos por Michael
Moore15.
Universidades com atuação em EAD
|
Instituições de Ensino SuperiorGerações de EAD
|
GERAÇÕES DE EAD
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1a.
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2a.
|
3a.
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Universidade Gama Filho - RJ
|
x
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|
|
Universidade Salgado Oliveira - RJ
|
x
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Universidade Castelo Branco - RJ
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x
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|
Universidade Mogi das Cruzes - SP
|
|
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x
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|
Universidade de Brasília - DF
|
x
|
|
x
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|
Universidade Anhembi-Morumbi - SP
|
|
|
x
|
|
Escola Paulista de Medicina – (Unifesp)
- SP
|
|
|
x
|
|
Universidade Federal de Santa Catarina
|
x
|
x
|
x
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|
Faculdade Carioca – Univir - RJ
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x
|
|
Universidade São Francisco - RJ
|
|
x
|
x
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|
Universidade Federal do Paraná - PR
|
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|
USP – Fundação Vanzolini - SP
|
|
x
|
x
|
|
Universidade Federal do Mato Grosso
- MT
|
x
|
|
|
|
ABEAS – Assoc. Brasileira de Educação
Agrícola Superior – DF
|
x
|
|
|
|
Universidade Federal Rural de Pernambuco
(c/ Abeas)
|
x
|
|
|
|
Universidade Federal de Santa Maria
(c/ Abeas)
|
x
|
|
|
|
Universidade Católica de Brasília -
DF
|
x
|
|
|
|
Universidade Bandeirantes (projeto Ceteban)
- SP
|
x
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|
|
Pontifícia Univ. Católica do Rio de
Janeiro (projeto Aulanet) – RJ
|
|
|
x
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|
Pontifícia Univ. Católica de Campinas
- SP
|
|
|
x
|
|
Centro de Estudos de Pessoal do Exército
(convênio UFRJ) – RJ
|
x
|
x
|
|
|
Universidade Federal de Uberlândia (Projeto
Procap) - MG
|
x
|
x
|
|
|
Fundação Oswaldo Cruz – Esc. Nac.
de Saúde Pública - RJ
|
x
|
|
x
|
|
Instituto Militar de Engenharia –
IME
|
|
x
|
x
|
|
Universidade Federal da Bahia –
BA
|
|
|
x
|
|
Universidade Federal do Rio Grande do
Sul - RS
|
|
|
x
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|
Universidade Brás Cubas - SP
|
|
|
x
|
|
Faculdades Integradas Renascença - SP
|
|
|
x
|
Ultrapassando essas categorias, o tipo de agência que se
estabeleceu para cada uma das ações brasileiras de EAD pode
receber novas classificações quanto:
• ao
agente que implementou a ação, de acordo com a sua natureza
(pública, privada, organização social, religiosa ou corporativa
e outras novas classificações);
• ao
propósito que a ação de EAD visava: educação aberta ou livre,
iniciação profissionalizante, educação supletiva não-formal,
educação supletiva formal, educação profissionalizante, continuada
e, agora, na nos anos 90, mesmo antes do advento da regulamentação
da EAD, prevista no artigo 80 da LDB, ações de EAD como alternativa
eqüivalente para todos os níveis de educação, programas de
graduação, de licenciaturas complementares e de pós-graduação.
Quanto ao agente que implementou a ação, três grandes grupos
ocupam o primeiro plano e concentram as iniciativas de alcance
nacional:
• O
poder público, com diversas instâncias do Governo Federal,
liderando projetos regionais ou nacionais de grande porte,
executados através de convênios patrocinados pelo Ministério
da Educação;
• fundações
organizadoras de consórcios, reunindo emissoras de televisão
comercial ou educativas em parceria com agentes corporativos
ou governamentais, que patrocinaram cursos voltados para o
aumento da escolarização da força de trabalho;
• os
institutos privados de iniciação profissionalizante
aberta, atuando na venda direta e avulsa de “kits”
de auto-aprendizagem.
Num segundo plano, temos o registro de ações com alcance
estadualizado ou regional, implementadas por emissoras educativas
de alcance restrito, governos estaduais, organizações
não-governamentais, universidades públicas e privadas e centros
de ensino voltados para o uso de tecnologia aplicada à educação.
A identificação dos agentes do primeiro plano e de suas ações
de EAD permite delinear, com segurança, uma demarcação clara
entre as ações de caráter governamental, das fundações organizadoras
de consórcios e dos institutos privados. O Governo Federal
centrou os seus esforços em tentativas para suplementação
em cultura geral, ensino supletivo e a oferta de programas
emergenciais de formação mínima, para o exercício do magistério,
principalmente para tentar suprir carências junto a professores
em exercício nos então ciclos de 1.o e 2.o Graus, nos anos
70 e atuais Ensino Fundamental e Ensino Médio.
Através de convênios liderados pelo Ministério da Educação
com governos estaduais, universidades e outras instituições
educacionais, uma grande parte dos programas criados
com essas características previam atendimento aos alunos
a distância, chegando até a certificação para o exercício
do magistério e pontuações para a progressão funcional na
carreira de professor em escolas municipais, estaduais e federais.
Dentre os programas mais representativos dessa ação governamental
estão o Projeto Minerva, o Projeto Logos e o Projeto Saci.
As instituições organizadoras de consórcios, num “ranking”,
lideradas pelas Fundações Roberto Marinho, Padre Anchieta
e Roquete-Pinto, atuam, ora como um braço que dá agilidade
a iniciativas do Governo Federal, ora como entidades autônomas
em seus projetos e que buscam o suporte financeiro para realizá-los
junto ao próprio governo ou a patrocinadores corporativos,
com interesses afins com o projeto educacional oferecido.
Assim, por exemplo, o Ministério da Educação bancou junto
à Fundação Roquete-Pinto a série Um Salto Para o Futuro, atendendo
a professores do Ensino Fundamental, e a Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo patrocinou a Fundação Roberto Marinho
para a produção de telecursos supletivos para o Ensino Fundamental
e para o Ensino Médio e de telecursos profissionalizantes
veiculados, por sinal aberto de televisão, pela Rede Globo,
TV Cultura (Fundação Padre Anchieta) e TVE-Rio (Fundação Roquete-Pinto).
No Rio Grande do Sul, este papel coube à Fundação Padre Landell
de Moura, atuando na educação profissionalizante e, no Ceará,
à Fundação Demócrito Rocha.
Apesar dessa vinculação entre o patrocinador e a possível
clientela a ser beneficiada com os programas criados, essas
fundações não atuaram como instituições de educação a distância,
uma vez que não ofereciam diretamente sistemas permanentes
de suporte de aprendizagem aos ‘alunos’, como tutoria,
avaliação e certificação.
Os institutos privados de iniciação profissionalizante aberta,
capitaneados pelo Instituto Monitor e pelo Instituto Universal
Brasileiro, atuam, desde 1939 e de 1941, respectivamente,
sem a demarcação de uma clientela organizada por critérios
profissionais ou por características sociais comuns. Ao assumir
uma identidade de prestação de serviço com seus usuários,
que compram “kits” de auto-aprendizagem, eles procuram
e tentam garantir a sobrevida de seus empreendimentos, ajustando
o leque de ofertas às principais expectativas de ocupação
própria ou de empregabilidade potencial .
A divulgação dos cursos oferecidos, que inicialmente
se centrava em atividades domésticas, como Corte e Costura
e Culinária ou de habilidades em Mecânica ou Eletrônica Básica,
incorpora, hoje, o ensino de línguas, de Informática e de
preparação para exames supletivos do Ensino Fundamental e
do Ensino Médio , de acordo com as peças de propaganda, distribuídas
por estes e outros institutos similares em balcões da Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos, em todo o País. Centrados
num modelo de auto-aprendizagem, esses institutos oferecem
suporte remoto aos alunos, para a correção de testes, resposta
a dúvidas e certificação de conclusão. Com dados estatísticos
acumulados, que superam a casa de dois milhões de alunos,
em 50 anos de funcionamento, esses institutos desempenham
um relevante papel na inclusão social pela profissionalização.
As ações de EAD dos agentes que ocupam o segundo plano de
ação, com a oferta de programas de alcance regional ou estadualizado,
não fogem à classificação anterior. Experiências como as da
TV Educativa do Maranhão ou do Ceará, por exemplo, muito ao
contrário de significarem inovação tecnológica, na educação,
estavam lidando com a carência de professores para o ensino
dos conteúdos já pré-formatados, em apostilas e vídeos.
Uma única linha a ser acrescentada, nas ações de segundo
plano, talvez seja a oferta de programas voltados para uma
educação para a cidadania, como a experiência das escolas
radiofônicas de alfabetização, no interior do Nordeste, no
início dos anos 60, implementadas pela Conferência Nacional
do Bispos do Brasil, através do Movimento Educacional de Base
e dos programas de educação a distância, por fascículos produzidos
pela Universidade de Brasília, na segunda metade dos anos
80, abordando temas ligados à Constituição de 1988 e ao uso
de drogas, por exemplo.
Foram, portanto, ao longo da história, inúmeras iniciativas.
A grande maioria delas, interrompidas por problemas de continuidade.
Ivônio Nunes defende que os “problemas mais
significativos, que impediram o progresso e a massificação
da modalidade de educação a distância, têm sido:
•organização
de projetos-piloto sem a adequada preparação de seu seguimento;
•falta
de critérios de avaliação dos programas-projetos;
•inexistência
de uma memória sistematizada dos programas desenvolvidos e
das avaliações realizadas (quando estas existiram);
•descontinuidade
dos programas sem qualquer prestação de contas à sociedade,
aos governos e às entidades financiadoras;
•inexistência
de estruturas instituciona-lizadas, para a gerência dos projetos
e a prestação de contas de seus objetivos;
•programas
pouco vinculados às necessidades reais do país e organizados
sem qualquer vinculação exata com programas de governo;
•permanência
de uma visão administrativa e política, que desconhece os
potenciais e as exigências da educação a distância, fazendo
com que essa área sempre seja administrada por pessoal sem
a necessária qualificação técnica e profissional;
•organização
de projetos-piloto somente com finalidade de testar metodologias”16.
Cronologia da educação a distância
no Brasil
A listagem a seguir demonstra, em ordem cronológica, as principais
ações e/ou ocorrências, públicas e privadas, na história da
Educação a Distância no Brasil, acompanhada de descrição sucinta
de cada uma delas. Se, por um lado, mostram a profusão de
ações na direção do domínio das técnicas da EAD e da oferta
de acesso à educação por essa modalidade, por outro lado,
revelam claramente que, até o final dos anos 90, não
houve concentração de esforços para a consolidação de núcleos
de referência, na formação de mão-de-obra e de conhecimento
para a área e, muito menos, para a consolidação de grandes
agências para a oferta regular de cursos por EAD.17
1904 — Cursos por Correspondência: Escolas Internacionais
Cursos pagos, oferecidos por correspondência em anúncios de
jornais, na cidade do Rio de Janeiro, por uma representação,
no Brasil, de uma escola norte-americana. Cursos, inicialmente,
em espanhol; de um catálogo de 75 cursos, em 1971, dez deles
já estavam traduzidos para o português. Na década de 70, a
Escolas Internacionais atendia demandas das empresas Nestlé,
Duratex, Singer, Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira e Ford-Willys
do Brasil.
1923 — Rádio Sociedade do Rio de Janeiro
Criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, pelo médico
Edgard Roquete Pinto. A rádio começa a funcionar nas instalações
da Escola Politécnica, com o propósito de “levar
a cada canto um pouco de educação, de ensino e de alegria”.
Oferta de cursos de Português, Francês, Silvicultura, Literatura
Francesa, Esperanto, Radiotelegrafia e Telefonia.
1927 — Cinema Educativo
Criação da Comissão de Cinema Educação, do Rio de Janeiro.
1932 — Ginástica via Rádio
Aulas de ginástica via rádio, ministradas por Oswaldo Diniz
Magalhães, com suporte de mapas impressos, para orientar as
posições dos exercícios. Cidade do Rio de Janeiro
— Manifesto
“Pioneiros da Escola Nova” Lançamento
do manifesto “Pioneiros da Escola Nova”, no qual
educadores propõem o uso dos recursos tecnológicos do rádio,
cinema e impressos para a educação brasileira.
1934 — Rádio Escola Municipal
Criação da Rádio-Escola Municipal, no Rio de Janeiro, por
Edgard Roquete Pinto. Emissões radiofônicas consorciadas com
folhetos e esquemas de aula. Interação com os alunos, através
de correspondência. Programas diários com três seções distintas:
Hora Infantil, com 402 irradiações, em 34, Jornal dos Professores,
com 288 irradiações e Suplemento Musical (Discotheca Municipal).
1936 — Cinema Educativo
Criação do Instituto Nacional do Cinema Educativo, pelo Ministério
da Educação, na cidade do Rio de Janeiro, absorvido em 1966
pelo Instituto Nacional de Cinema.
— Rádio
Ministério da Educação
Doação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro ao Ministério
da Educação e Saúde, sob a condição de ser utilizada somente
com finalidade educativa. Surge, assim, a Rádio Ministério
da Educação.
1937 — Serviço de Radiodifusão Educativa
Criação do Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério
da Educação
1939 — Instituto Monitor
Criação do primeiro instituto brasileiro para a oferta sistemática
de cursos de iniciação profissionalizante a distância. Modalidade
de ensino por correspondência. Os primeiros cursos oferecidos
foram no ramo da eletrônica, formando radiotécnicos.
1941 — Instituto Universal Brasileiro
Criação do Instituto Universal Brasileiro, que viria a ser
o maior difusor de cursos profissionalizantes a distância,
no Brasil, no século XX, pela modalidade de ensino por correspondência.
— Universidade
do Ar (RJ)
Emissões radiofônicas para a formação de professores leigos.
1943 — A Voz da Profecia (RJ)
Instituição de educação a distância, voltada para a evangelização.
Produção de sete cursos por ensino por correspondência, com
25.000 matrículas acumuladas até 1977.
1947 — Universidade do Ar (SP)
Curso Radiofônico da Universidade do Ar. Primeira experiência
do Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac), com
técnicas de educação a distância, em parceria com o Serviço
Social do Comércio (Sesc).Treinamento de comerciários e de
comerciantes em técnicas comerciais que chegou a alcançar
mais de 90 mil alunos, em 318 cidades, cobertas por estações
de rádio, durante o período de 1947 a 1962, quando foi desativada.
1950 — Projeto de TV Educativa
Edgar Roquete Pinto elabora projeto
para criar a primeira TV Educativa do Brasil. Projeto não
efetivado, por falta de verba.
1957 — Radio-educação
Instituição do Sistema Radio-educativo Nacional (Sirena).
Produção de programas veiculados por emissoras espalhadas
em todo o país.
1958 — Escolas Radiofônicas : Educação Popular via rádio
A Igreja Católica em Natal, Rio Grande do Norte, inicia experiências
de educação popular via rádio, com o Serviço de Assistência
Rural (Sar). Início das Escolas Radiofônicas, em Natal, RN.
1959 — Escola Radiofônica de Aracaju
A Diocese de Aracaju inicia experiência de implantação de
escolas radiofônicas na região, em convênio com o Sirena.
1960 — Movimento de Educação de Base
Contrato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
com o Sistema de Rádio Educativo Nacional (Sirena), para estender
o modelo das escolas radiofônicas do RN para outros estados
do Nordeste e para as regiões Norte e Centro-Oeste. Surge
o Movimento de Educação de Base (MEB), como um serviço de
educação a distância não-formal.
1961 — Movimento de Educação de Base
Início efetivo do serviço radiofônico, com apoio de
material impresso e grupos de apoio locais, para programas
de alfabetização, conscientização, politização, educação sindicalista,
instrumentalização das comunidades e animação popular, fundado
numa “pedagogia popular”. Até 1965, último ano de
operação do Meb, desativado oficialmente por conflito com
a orientação política do governo militar, instaurado em 1964,
quando cerca de 4.522 grupos de alunos estavam organizados
em “escolas radiofônicas”.
— Alfabetização
de Adultos
Programa de alfabetização de adultos, com veiculação pela
TV Rio, até 1965, pela Fundação João Batista do Amaral.
— Cursos
especializados ultramodernos (RJ)
Escola de educação aberta por correspondência, com técnicas
de iniciação musical, para o aprendizado de violão e guitarra.
1962 — Instituto de Investigações Científicas e Criminais
(RJ)
Oferta de cursos para formação de detetives e de corretores
de seguro. Ensino por correspondência. Entrega de diploma
ao final do curso, e de carteira de identificação profissional
de detetive. Documento não reconhecido pelas instituições
oficiais. Matrículas anuais em torno de 5.000 alunos, na
década de 70.
— Aperfeiçoamento
de Professores Primários
Programa veiculado pela TV Rio, com conteúdos para o aperfeiçoamento
de professores primários, pela Fundação João Batista do Amaral.
— Universidade
de Cultura Popular
Um dos grandes incentivadores e criadores de programação televisiva
para suporte à educação, Gilson Amado lança a idéia de se
criar uma Universidade de Cultura Popular. A idéia ganha corpo
em 1966, através de programa veiculado pela TV Continental.
1964 — Televisão Educativa
O Ministério da Educação solicita e obtém reserva para a criação
de 48 canais de VHF e cinqüenta de UHF, para implantação de
emissoras de televisão educativa.
1965 — Radiodifusão educativa
O Ministério da Educação constitui e formaliza comissão para
estudos e planejamento da radiodifusão educativa
— Concurso
de Admissão à Eceme
Criação na Escola de Comando e Estado Maior (Eceme), do Ministério
de Exército, Divisão de Ensino a Distância (DED), encarregada
de preparar oficiais candidatos para ingressar na Escola;
de organizar e aplicar provas de Concurso de Admissão à ECEME
e de manter atualizados os oficiais que concluem os diferentes
cursos.
— Sertre
(RS)
Convênio, criando o Serviço de Rádio e Televisão Educativos
(Serte), no estado do Rio Grande do Sul.
— Ceteb
O atual Centro de Ensino Técnico de Brasília (Ceteb) foi criado
na cidade do Rio de Janeiro, em 1965, pela Fundação Brasileira
de Educação, com o nome de Centro de Ensino Tecnológico. Inicia
atividades educacionais presenciais em 1968 e, a partir de
1973/74, passa a desenvolver ampla gama de produtos de educação
a distância.
1967 — Funteve
Criação, pelo Ministério da Educação, da Fundação Centro Brasileiro
de Televisão Educativa (Funteve), no Rio de Janeiro (atual
TVE).
— TV
Cultura
Criação da Fundação Padre Anchieta (atual TV Cultura-SP),
mantida pelo governo do estado de São Paulo, para promover
atividades educativas e culturais, através do rádio e da televisão.
— Feplan
(RS)
Criação da Fundação Padre Landell de Moura (Feplan), em Porto
Alegre, RS, para a promoção de programas de educação
profissionalizante. Utilizou inicialmente a mídia rádio; com
o Colégio do Ar, produziu impressos e realizou programas de
televisão. Consolidou-se, em seguida, como um instituto de
iniciação profissionalizante a distância e como fornecedora
de metodologia e materiais instrucionais para programas governamentais,
na década de 70.
— Associação
Mens Sana (SP)
Criação de atividades de educação a distância, na área de
parapsicologia, pela Associação Mens Sana, com uso de materiais
impressos (ensino por correspondência).
— Instituto
Brasileiro de Administração Municipal (RJ)
Criação de programas a distância, para atender demandas de
funcionários de prefeituras municipais. Ensino por correspondência
(fascículos).
— Cursos
Guanabara de Ensino (RJ)
Criação da instituição, para oferta de cursos profissionalizantes.
Ensino por correspondência.
1968 — Dom Bosco Escolas Reunidas (SP)
Criação da instituição Dom Bosco Escolas Reunidas. Oferta
de cursos profissionalizantes. Ensino por correspondência.
Matrículas de 6.900 alunos, em 1970 e de 5.200 alunos, em
1971.
1969 — TV Cultura
Entra em operação a TV Cultura – São Paulo (Fundação
Pe. Anchieta).
— TVE
do Maranhão
Criada a Fundação Maranhense de TV Educativa – Centro
Educativo do Maranhão, pelo governo do Estado, oferecendo
tele-ducação em circuito fechado para a 5a série e, a partir
de 1970, em sinal aberto, para as demais séries do então 1.º
grau. Sistema de recepção organizada em tele-salas de escolas
da rede oficial. Dados de 1995 indicavam a existência de 1.104
tele-salas em todo o estado, com 41.500 alunos atendidos.
— Sate
Através do Decreto 65.239, o Governo Federal institui o Sistema
Avançado de Tecnologias Educacionais (Sate).
— Projeto
Saci
Projeto Satélite Avançado de Comunicações Interdisciplinares
(Saci), iniciativa conjunta do Ministério da Educação , do
Centro Nacional de Pesquisas e Desenvolvimento Tecnológico
(CNPq) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Planejamento do projeto, durante os anos de 1967 e 1968, pelo
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com know
how e consultoria da Universidade de Stanford (EUA). Início
das atividades educacionais do projeto em 72, com o treinamento
de supervisores e professores. Em 73, tem início a oferta
de aulas pré-gravadas, transmitidas via satélite e suporte
em material impresso, para alunos das séries iniciais e professores
leigos, do então ensino primário no estado do Rio Grande do
Norte. Experiência piloto no estado, até 1974. Relatório final
em 1976, registrando um total de 1.241 programas de rádio
e TV, realizados com recepção em 510 escolas de 71 municípios.
Entre as causas de encerramento do programa estavam a
s diferenças culturais entre o perfil dos programas, produzidos
no interior do estado de São Paulo e a clientela preferencial,
alunos e professores do interior do estado do Rio Grande do
Norte.
1970 — Horário Nacional Educativo
A Portaria 408 do Governo Federal estabelece obrigatoriedade,
para emissoras comerciais de rádio e televisão, de apresentação
de programação educativa, com 30 minutos diários ou
75 minutos aos sábados e domingos.
— Projeto
Minerva
Criado em setembro de 1970, pelas seguintes instituições:
Ministério da Educação, Fundação Padre Anchieta e Fundação
Padre Landell de Moura, com base na Lei 5692, com ênfase na
educação de adultos. O Projeto Minerva foi transmitido, em
rede nacional, por 1.200 emissoras de rádio e 63 emissoras
de televisão, visando a preparar alunos para os exames supletivos
de Capacitação Ginasial e Madureza Ginasial, produzidos pela
Fundação Padre Landell de Moura e pela Fundação Padre Anchieta.
Atendeu 17.246 alunos, de outubro de 1970 a dezembro de 1971.
— Sistema
Nacional de Ensino por Correspondência
Início da oferta de cursos a distância pelo setor de formação
de recursos humanos do Ministério da Fazenda (Sistema Nacional
de Ensino por Correspodência). Programas administrados pela
Escola de Administração Fazendária (Esaf), nas áreas de Português,
Redação Oficial, Introdução à Administração, Administração
por Objetivos, Computação e Contabilidade Pública.
— Cosmetologia
Cursos a distância, com uso de material impresso (ensino por
correspondência), na área de estética facial, ministrados
pelo Instituto Cosmos de Beleza.
1971 — Tecnologia Educacional
Criação da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional
(ABT), entidade responsável pela revista Tecnologia Educacional,
a principal publicação brasileira no gênero e que organiza
seminários anuais de tecnologia educacional. Criada, inicialmente,
com o nome de Associação Brasileira de Tele-Educação, produziu,
a partir de 1969, os Seminários Brasileiros de Tele-Educação.
Criou, ainda, programas de capacitação de professores por
ensino por correspondência.
— João
da Silva: Telenovela Educativa
Gilson Amado, presidente da FCBTVE, lança, no Rio de Janeiro,
a primeira novela educativa da TV brasileira, João da Silva,
dirigida por Jacy Campos e que receberia Menção Honrosa do
Júri do Prêmio Japonês de melhor programa didático de 1973.
Programas no ar em 1973 e 74, com a veiculação de 100 capítulos,
25 aulas retrospectivas, 10 programas complementares e 5 livros
de apoio.
— Supletivo
1.o Grau: Fase I
Transmissão, em âmbito nacional, pelo Ministério da Educação,
de programas radiofônicos de ensino supletivo.
1972 — Relatório Newton Sucupira
Visita do conselheiro Newton Sucupira a Open University, na
Inglaterra. Relatório final da viagem, analisado pelo Conselho
Federal de Educação, apontando as virtualidades da Educação
a Distância para o Brasil e destacando a necessidade de se
prepararem quadros, adequadamente, antes de se lançarem projetos
na área.
— Prontel
Criação, pelo Ministério da Educação, do Programa Nacional
de Tele-Educação (Prontel)
1973 — Planate
Apresentação, pelo Ministério da Educação, do Plano Nacional
de Tecnologias Educacionais (Planate), voltado para estratégias
de gerenciamento e uso educacional das tecnologias da comunicação.
— Projeto
Minerva: Fase II
Ação coordenada do MEC com as secretarias estaduais de educação,
para a produção dos cursos Supletivo de 1.o grau, fase II.
1974 — Tele-ensino no Exército
O Centro de Estudos de Pessoal do Exército (Cepe) inicia programa
de aperfeiçoamento de civis e militares em atuação nos estabelecimentos
de ensino militar. Cursos oferecidos através de correspondência,
utilizando módulos de ensino, como recurso básico e audiovisuais,
como meio auxiliar.
— Tele-aulas
A Televisão Educativa do Ceará (TVE/CE) foi criada pela Fundação
Educacional do Ceará, do governo do Ceará, em dezembro de
73, iniciando suas operações em março de 74 e alcançando oito
municípios. Desde então, vem expandindo a rede para alcance
estadual. Produz e gera tele-aulas e material impresso
para o ensino de 5.ª a 8.ª séries
do Ensino Fundamental. Atua como instrumento de apoio
ao ensino presencial.
1974/75 — Projeto Acesso
Criação e oferta pelo Ceteb/Fubrae (RJ e DF) de curso de educação
a distância por correspondência, em parceria com a Petrobrás,
para ensino supletivo aos funcionários da empresa.
1975 — Curso Auxiliar de Saúde
Cursos de Auxiliares de Clínica e de Cirurgia Ltda. (RJ).
Criação da instituição
e oferta de 06 cursos com metodologia de ensino por correspondência
(mídia impressa, via postagem).
1976 — Sistema Nacional de Tele-educação (Senac)
Criação de um núcleo de atividades de EAD, com o nome de Sistema
Nacional de Tele-educação. Cursos de tele-educação em caráter
experimental, para as áreas de aprendizagem comercial.
— Projeto
Logos II
Com o Ministério da Educação, o Ceteb/Fubrae lança o
projeto Logos II, para habilitar professores leigos, sem afastá-los
da docência. Projeto com atuação em 19 estados brasileiros.
Ensino com uso de módulos impressos e tutoria local ou por
interação com uma central de atendimento, por carta ou telefone.
1977 — Fundação Roberto Marinho
Criação da Fundação Roberto Marinho, em novembro de 1977.
— Aperfeiçoamento
para Instrutores de Formação Profissional Rural
Programa criado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
(Senar), em parceria com o Centro de Ensino Técnico de Brasília
(Ceteb), para formação de servidores de órgãos estaduais de
assistência técnica e extensão rural.
1978 — Preparação de Comandantes
A Eceme, do Ministério do Exército, desenvolveu, de1978 a
1982 , por correspondência, o estágio de preparação de Comandantes,
hoje realizado a cargo do Estado Maior do Exército.
— Centro
de Tele-educação do Sul
Constituição, em agosto de 78, de um órgão de Tele-educação
de cinco instituições de ensino superior, da zona Sul do Estado
do Rio Grande do Sul, por iniciativa do Cites e do Ministério
da Educação.
— Colégio
Anglo-Americano (RJ)
Início das atividades de produção e oferta de cursos por correspondência,
com alunos no Brasil e em outros 27 países.
— Auto-Instrução
com Monitoria (AIM)
Programa criado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
de São Paulo (Senai-SP), para a oferta de curso por ensino
de correspondência, em Leitura e Interpretação de Desenho
Técnico Mecânico e, em seguida, nas áreas de Matemática, Eletrônica,
Eletrotécnica. Início das operações de EAD em 1980.
— Telecurso
2.o Grau
Lançamento, em janeiro de 1978, do convênio entre a Fundação
Roberto Marinho e a Fundação Padre Anchieta, originando o
Telecurso 2.o Grau. Programas televisivos com uso de atores
do cast comercial da Rede Globo; produção de fascículos semanais,
vendidos em bancas de revista e programação de chamadas de
audiência, durante programação regular da Rede Globo, da TV
Cultura e um pool nacional de mais 38 emissoras comerciais
e outros 8 canais educativos. Visava a dar suporte à preparação
dos alunos para os exames oficiais de supletivo, ao estilo
do antigo Madureza Colegial.
— Desenvolvimento
Profissional
Implantação do Centro Difusor do Desenvolvimento Profissional,
pelo Senac de São Paulo: núcleo de produção de educação a
distância, pela modalidade de ensino por correspondência.
Atuação até 1981.
1979 — Projeto Conquista
Criação da Fundação Centro Brasileiro de Televisão Educativa
(FCBTVE, futura FUNTEVÊ), pelo Ministério da Educação/TVE.
Produz o projeto Conquista, uma telenovela para o ensino supletivo
de 5.a a 8.a séries e programas para a alfabetização, com
o uso da televisão, dentro do projeto Movimento Brasileiro
de Alfabetização (Mobral). O projeto tinha como objetivo o
ensino supletivo de 5.a a 8.a série do 1.o grau. Seguindo
o formato telenovela, do projeto João da Silva, a série tinha
200 capítulos, distribuídos da seguinte forma: 4 de apresentação,
148 instrucionais, 37 retrospectivos, 10 complementares e
um de encerramento. Sete livros de apoio completavam o material.
Lançamento nos estados do Rio de Janeiro e Ceará.
— Programa
de Alfabetização de Adultos
Programa especial, visando à alfabetização de adultos com
o uso de multimeios — Mobral / FCBTVE / Prontel. Implantação,
em 1979, através de 60 tele-aulas dramatizadas e fascículos
de apoio para alunos e monitores, com distribuição por TVs
educativas, nos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo,
Ceará, Paraná e Rio de Janeiro.
— Tutoria
e Encontros Presenciais
A Fundação Brasileira de Educação, através do Centro de Ensino
de Niterói (Fubrae/CEN), cria módulos instrucionais para aplicação
com suporte de tutoria e encontros presenciais.
— Irdeb
Criação do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, pelo
governo do estado, em substituição ao Prontel.
— Ensino
de Língua Francesa
Produção, pelo Departamento de Ensino Fundamental do MEC,
de 64 programas de rádio para o ensino da língua francesa,
para professores não-titulados, em exercício de 1.a a 4.a
séries. Abrangência para os estados do Paraná, Espírito
Santo e Alagoas.
— Pós-graduação
Lançamento do Programa de Pós-Graduação Tutorial a Distância,
implantado pela Associação Brasileira de Tecnologia Educacional
(ABT), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento do
Pessoal de Ensino Superior do MEC (Capes), para capacitar
docentes universitários, no interior do país (Parecer CFE
891/80, Documento 237). Programa suspenso em 1983. Relatório
final em 1985. Modalidade de ensino por correspondência.
1980 — Projeto Seringueiro
Produção de 230 programas educativos, para veiculação pela
rádio nacional de Brasília, em convênio com a rádio
Cruzeiro do Sul, no Acre. Ênfase nas áreas de Comunicação
e Expressão, Matemática e Ciências Físicas e Biológicas.
— Universidade
Aberta
Lançamento de convênio da Universidade de Brasília com a Open
University, para a implementação de programas de educação
a distância, no Brasil. Início dos cursos nas áreas de Ciências
Políticas, Relações Internacionais e Pensamento Político Brasileiro,
em 1980. Cursos de extensão, com seis meses de duração, com
o uso de fascículos e de sessões presenciais de tutoria em
capitais de estado. Programas coordenados pelo Decanato de
Extensão da UnB. Total de 4 mil inscritos, nos três primeiros
cursos. Em 1981, a UnB lança parcerias com jornais de grande
circulação, para a publicação de fascículos de auto-aprendizagem.
Os alunos que encaminhavam trabalhos de avaliação recebiam
certificado de programa de extensão. Nessa modalidade, até
o ano de 1983, esses programas tinham alcançado 30 mil matrículas.
Conclusão do programa Universidade Aberta em 1984.
— Programa
de Aperfeiçoamento do Magistério
Cursos a distância, destinados ao aperfeiçoamento de professores
no 1.o grau e no ensino superior, oferecidos pela ABT. Para
os professores do 1.o grau foram oferecidos cursos nas áreas
de Língua Portuguesa, Matemática, Alfabetização, Ciências
Sociais, Ciências Físicas e Biológicas e Metodologia Geral.
Para os docentes de ensino superior, foi realizado o curso
Especialização em Tecnologia Educacional – Tutoria a
Distância.
1981 — Série Patati-Patatá
Patati-Patatá, da TVE -RJ: Série especial com 50 programas,
direcionados para estimular atividades de sala-de-aula, junto
a professores do 1.o Grau. Prêmio Especial no Japão.
— Telecurso
1.o Grau
Telecurso 1.o Grau, da Fundação Roberto Marinho, em parceria
com o Ministério da Educação e a Universidade de Brasília,
voltado para o supletivo de 5.a a 8.a séries.
— Funteve
A FCBTVE, criada em 1979, adota a sigla FUNTEVE e assume a
coordenação da TV Educativa e da rádio MEC do Rio de Janeiro,
de Brasília e dos centros de Cinema Educativo e de Informática
Educativa.
1982 — Especialização em Ciências Agrárias
ABEAS - DF Cursos de especialização, com uso de materiais
impressos, tutoria a distância e encontros presenciais de
avaliação, oferecido pela Associação Brasileira de Educação
Agrícola Superior Abeas-DF). Renovação de turmas, desde 1982.
— Plano
de Ação de Educação e Cultura (Paec)
Com uso do rádio e da televisão, o Centro de Tecnologias Educacionais
(CTE), da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (Seec/RJ),
oferece suporte a programas de atualização pedagógica para
9.124 professores de 1.a a 4.a séries da rede estadual, em
parceria com o Laboratório de Currículos da SEEC/RJ e, também,
treinamento para professores das áreas de Francês, Português,
Ciências, Matemática, prevenção ao uso de tóxicos, utilização
do livro didático e tecnologias educacionais.
1983 — Universidade Aberta do Nordeste
Convênio entre o Jornal O Povo, de Fortaleza (CE) e a Universidade
de Brasília dá início a uma série de cursos publicados em
jornais de todo o país. Os cursos faziam parte do pacote que
a UnB havia traduzido da Open University (Inglaterra), nas
áreas de Política e Filosofia.
— Educando
o Educador
O Centro Educacional de Niterói (CEN), da Fubrae, através
da Faculdade do Centro Educacional de Niterói (Facen) cria
o projeto Educando o Educador, para a Secretaria de Educação
e Cultura do Estado de Goiás. Cursos oferecidos até
1987, com ampliação para especialização nas áreas de Planejamento
Educacional, Administração Escolar, Orientação Educacional
e disciplinas específicas. Ensino por correspondência / estudo
independente. Em 1987, a Facen foi alienada à Sociedade Salgado
Oliveira de Educação e Cultura (Asoec) e às Faculdades Integradas
de São Gonçalo,(hoje Universidade Salgado de Oliveira) mantidas
pela ASOEC, que certificaram as últimas turmas.
— TVE
/MT
Criação, pelo então Governo do Mato Grosso, da Televisão Educativa,
hoje no Mato Grosso do Sul.
1984 — Projeto Ipê
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e a FundaçãoPadre
Anchieta produzem e distribuem cursos de atualização aperfeiçoamento
de professores de 1.o de 2.o graus
1985 — Fundação Demócrito Rocha
O projeto Universidade Aberta do Nordeste encerra o convênio
com a UnB e o Jornal O Povo (Fortaleza/CE) e cria a Fundação
Demócrito Rocha. Em convênio com universidades da região Nordeste,
inicia a produção própria de cursos por EAD, mantendo o perfil
de publicações em jornais.
— Novo
Telecurso 2o Grau
A Fundação Roberto Marinho lança o Novo Telecurso 2.o Grau,
em parceria com o Banco Bradesco S/A.. Produção de 900 tele-aulas
e de 500 programas de rádio, com veiculação diária pelas redes
que já vinham exibindo os telecursos anteriores, elaborados
pela Fund